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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

BATALHA #1: BATTLE ROYALE VS JOGOS VORAZES



Em 09/02, colocando jornal para as necessidades da minha cachorra (eu não tenho hábito de ler jornais), me deparei com uma matéria da Folha de São Paulo, do dia 19 de abril de 2014, na seção Ilustrada, que talvez interesse a vocês e possamos discutir. A seguir, transcrevo a matéria integralmente.

Jornal Folha de São Paulo contendo a matéria.

Adolescentes lutam até a morte no livro japonês 'Battle Royale'

Obra de Koushun Takami foi comparada ao best-seller 'Jogos Vorazes', escrito anos depois

Semelhanças em enredos levou fãs do escritor a reclamar do livro de Suzanne Collins na internet
Fernanda Reis de São Paulo

"Battle Royale", livro do japonês Koushun Takami, conta a história de um grupo de adolescentes selecionado por um governo totalitário para lutar até a morte em um jogo.
O fã de "Jogos Vorazes" pode achar que se trata de uma cópia da trilogia de Suzanne Collins, mas "Battle Royale" foi publicado no Japão em 1999 - nove anos antes de "Jogos Vorazes" chegar às livrarias norte-americanas.
À época do lançamento do best-seller de Collins, fãs do livro de Takami reclamaram das semelhanças na internet. A autora afirmou ao "New York Times", entretanto, que não havia lido a obra japonesa antes de escrever a sua.
"Só ouvi falar dele quando entreguei meu livro à editora", disse, em 2011. "Perguntei ao editor se deveria lê-lo. Ele disse: 'Não, não quero aquele mundo em sua cabeça. Continue seu trabalho'."
Em entrevista à Folha, por e-mail, Takami é diplomático. "Não li 'Jogos Vorazes', mas me disseram que há semelhanças", diz.
Diferentes de "Jogos Vorazes", "Battle Royale" - que também virou filme, elogiado por Quentin Tarantino - se passa no presente.
"Se evitei optar por uma história ocorrendo no futuro foi porque, seja o que for que acontecesse, não estaria livre de ter uma 'aparência de mentira'", diz Takami.
"Ao contrário, optei pelo mundo atual, modificando um pouco a verdadeira história mundial." Em sua obra, o Japão se tornou a República da Grande Ásia Oriental, um país socialista totalitário, inimigo dos Estados Unidos.
A cada ano, para impor seu poder, o país escolhe uma turma de estudantes de nono ano para disputar uma batalha até que só um sobreviva.
"Na fase inicial não era minha intenção escrever algo tão político", afirma Takami. A princípio, a ideia era só falar de um jogo de assassinatos no estilo de uma luta livre. "Imaginei um tipo de nação totalitária onde ocorreria esse tipo de jogo na sociedade."
O livro se foca num trio de alunos, mas acompanha todos os personagens, mostrando como alguns aceitam participar do jogo, outros perdem a cabeça e como alguns tentam acreditar na bondade dos colegas.
As mortes são particularmente gráficas - o filme, tão violento quanto o livro, foi considerado forte demais para os cinemas americanos. Takami acha, contudo, que as descrições poderiam ser ainda mais pesadas.
"Procurei amenizar bastante as cenas de destruição de corpos humanos. Se descrevesse a violência real, como em uma guerra, certamente não seriam tão graciosas como as do livro."
Desde o lançamento de "Battle Royale", Takami, que quase não concede entrevistas e aparece em poucas fotografias, não publicou mais nenhum livro. Questionado sobre o porquê de não ter mais escrito, ele é enigmático. "Bom, tentem vocês mesmos adivinhas os motivos."


Na verdade, não tenho como opinar de fato sobre este assunto, já que ainda não li nenhum dos dois livros. Só posso dizer que o enredo realmente é parecido, mas como tudo na vida, a criação de livros é, na verdade, geralmente uma nova forma de escrever algo que já existe, incluindo elementos já utilizados outrora.
Além disso, foi possível perceber porque Tarantino gostou tanto do filme: violência é a palavra.

E vocês? Deixem suas opiniões!


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