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domingo, 22 de fevereiro de 2015

RESENHA #3: LUXÚRIA, DE EVE BERLIN


Ficha Técnica

Título Nacional: Luxúria (Skoob)
Título Original: Pleasure's Edge (Goodreads)
Série: Luxúria - Livro 1
Autor: Eve Berlin
Editora: Lua de Papel - Grupo LeYa
Ano: 2012
ISBN: 9788581780276
Páginas: 256
Formato: 16,4 X 23,8 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Romance, Erótico/Hot
Recomendação: 18+



Sinopse

Se você não for ao limite, como saberá até onde pode ir?
Quando Dylan Ivory, escritora de romances eróticos recebe o contato de Alec Walker nem imagina o quanto esse homem pode mexer com seus pensamentos.
Conhecido por ser um famoso dominador em relações sadistas e sadomasoquistas, Alec tenta convencer Dylan de que a melhor forma de se aprofundar no assunto - e então escrever um livro o mais próximo possível da realidade - é viver uma experiência como submissa e sentir na pele a sensação desse tipo de relação. Para Dylan, que é fanática por ter o controle de tudo em sua vida, essa proposta não será fácil de ser aceita.
Embalados por um misto de prazer e apreensão, o casal se vê em uma situação tentadora enquanto evitam entregarem-se ao sentimento que nasce entre eles.
Primeiro romance da trilogia erótica de Eve Berlin, Luxúria traz uma história envolvente carregada de desejo e amor em que cada limite superado revela sensações ainda mais prazerosas.


Book Trailer






Autora

Eve Berlin vive em Hollywood onde escreve romances eróticos repletos de volúpia e sensualidade, mas com um ligeiro toque de perversidade.
Quando não está escrevendo ou lendo vorazmente, dá aulas de Pilates, o que a tira de casa e a ajuda a inspirar-se ainda mais para escrever seus romances.
Ela ainda tem algumas outras obsessões: sapatos, pinturas, reality shows, gatos e, é claro, livros.



Opinião

Para começar essa resenha de forma totalmente sincera, preciso dizer que este não é o tipo de livro ou gênero que me atrai. Mas, em uma tentativa de ser mais eclética em relação às minhas leituras, decidi comprá-lo, até porque ele tem uma capa muito bonita. Tentarei explicar ao longo do post por qual motivo não me cativou.
A princípio, tudo começa muito bem e parece promissor, pois Dylan e Alec são escritores, e ela é amante de arte. Ela tem 33 anos, ruiva, magra e olhos cinzentos e escreve contos eróticos. Ele tem 36 anos, grande, cabelos escuros encaracolados e belos olhos azuis, se dedica a ser um dominador no sadomasoquismo e escritor de thrillers psicológicos. Retratado praticamente como um deus grego, lugar comum nesses livros, ama esportes radicais, motocicletas, viagens e frequenta o Pleasure Dome para praticar sua arte de dominador. É igualmente comum retratar as mulheres como delicadas e indefesas, mesclando tudo isso com uma suposta independência e liberdade, financeira e/ou sexual. Ainda não consegui me decidir se Luxúria tratou Dylan assim ou não.
Quando ela encontra Alec para uma entrevista e ele propõe inseri-la no mundo BDSM (Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo), dizendo perceber nela, através de seu olhar acurado trabalhado durante anos, a submissão nata, e que somente vivenciando é possível escrever o mais próximo da realidade, eu logo pensei: "Não, para com isso...que cara SAGAZ!".  
A autora introduz dois personagens secundários neste livro, que serão protagonistas nos livros 2 e 3 da trilogia, respectivamente. Dante Di Matteo, advogado e melhor amigo de Alec, dominador; e Mischa, tatuadora, escritora e melhor amiga de Dylan.
A escrita de Eve é boa, com narrativa em terceira pessoa e dando espaço para ambos os pontos de vista, mas ela não consegue se aprofundar nos supostos dramas dos personagens, até porque imagino que esse não seria o foco. Dylan tem uma mãe bipolar e teve que aprender a se virar sozinha e a cuidar de tudo, inclusive do irmão Quinn (falecido em um acidente de moto), desde pequena. Por isso, quer controlar cada mínimo detalhe em sua vida e não quer amar ninguém, muito menos entrar em um relacionamento sério. Alec teve um pai que gostava de viver solitário, estilo de vida que ele imagina ser o único para si. 
Achei que a narrativa estava muito óbvia e o relacionamento que surge entre os dois não teria como se estreitar tanto assim em tão pouco tempo, pois o sentimento parece que surgiu do nada e sem nenhuma motivação aparente além da carnal. Falando nisso, as cenas de sexo são muitas e ela utiliza inúmeras vezes as palavras 'espancamento', 'gozar' etc. Que disposição toda é essa de fazer só "aquilo", hein?! Totalmente desnecessário, mesmo sendo um romance erótico.
Dylan chega a ser uma personagem mediana e em alguns momentos parece uma adolescente, cheia de dúvidas e traumas, querendo fugir, mas ao mesmo tempo, querendo ficar. Irritante. Lá pra metade da história, ela afirma para Mischa que Alec não é machista. Eu não vejo assim, pois a princípio ele quer controlá-la na cama e a descreve como uma boneca, como se o bom fosse ter a mulher ali, sempre à sua mercê e dentro do subespaço, lugar em que teoricamente as(os) submissas(os) são levadas(os) e no qual não pensam/reagem a nada, só sentem. Pra mim foi um livro machista sim!
No final, a mensagem que fica é: apanhar pode trazer dor e prazer ao mesmo tempo, e o amor cura todos seus traumas. Isso, aliás, eu apontaria como um ponto positivo do livro: os personagens começam um processo de mudança em seus pensamentos e atitudes, conforme a relação vai avançando.
Só recomendo este livro para quem realmente goste do estilo e não se importe de analisar os detalhes e motivações dos personagens mais a fundo. Como disse acima, o livro não é mal escrito e a autora dá bastantes detalhes dos ambientes, então pode ser que agrade um ou outro, ainda mais pelo gênero ter se tornado febre atualmente.


Frases Marcantes

"- Tem a ver com sensação. E com o que se passa em sua cabeça. Pode ser sensual ou sexual. Ou ambos. Você não pode começar a descrever as dinâmicas envolvidas sem ter estado lá."

"Ela nutria um amor secreto por películas românticas, algo que jamais admitira para ninguém, exceto para Mischa. Eram reconfortantes, embora os achasse totalmente irrealistas. Talvez por isso acabavam sendo tão relaxantes. Era mais fácil se perder em algo que não passava de absoluta fantasia. (...) Quem sabe não fossem assim tão irrealísticos, afinal de contas."

"Ela havia deixado passar muito de sua vida sem realmente apreciar tudo. Tinha se preocupado em correr, ignorando a história, as pessoas, a vida. Acabou. Sua vida começava agora. Boa ou ruim."


Capa e Diagramação




A capa condiz com a história do livro e o público-alvo, apesar do espartilho não ser utilizado pela personagem. O título é envernizado em branco e a silhueta possui um efeito metálico. Possui orelhas e a parte interna é trabalhada em negro.
Os capítulos iniciam-se sempre numa nova página, que são amarelas e bem resistentes, e os números escritos por extenso e em letras maiúsculas. As letras têm um bom tamanho, o espaçamento é bom e a numeração das páginas está localizada no canto inferior externo.
A revisão deste livro foi ineficaz, pois logo na segunda página somos brindados com um erro gramatical. Os erros de pontuação também se fazem presentes ao longo de toda a narrativa, muitas vezes atrapalhando o entendimento. Espero que tenham tido mais cuidado em outras reimpressões e no restante da trilogia.


Nota

 


Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


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