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domingo, 29 de março de 2015

RESENHA #10: ASAS DA LOUCURA - A EXTRAORDINÁRIA VIDA DE SANTOS-DUMONT, DE PAUL HOFFMAN


Ficha Técnica

Título Nacional: Asas da Loucura: A Extraordinária Vida de Santos-Dumont  (Skoob)
Título Original: Wings of Madness (Goodreads)
Autora: Paul Hoffman
Editora: Objetiva - Edição de Bolso
Ano: 2010
ISBN: 9788539000098
Páginas: 413
Formato: 12,7 X 18,0 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Biografia, Memórias, História




Sinopse

Pela primeira vez, o premiado jornalista americano Paul Hoffman narra a verdadeira e extraordinária história da vida do aviador brasileiro Alberto Santos-Dumont e dos primórdios da aviação.
Asas da Loucura explora em minúcias, sem mitificação, os aspectos pessoais da vida do aviador e os detalhes de sua personalidade controversa.
A infância em Minas Gerais, cercado pelas obras de Júlio Verne e pelas narrativas históricas dos primeiros voos em balões. A chegada a Paris e as experiências inéditas com o balonismo e os dirigíveis. A inventividade e a ousadia nos costumes que fizeram do reservado brasileiro a coqueluche da capital francesa. A ousada circunavegação na torre Eiffel, em 1901, diante de uma plateia embevecida. A tão sonhada fama e o carisma que o tornaram, durante um determinado período, o homem mais célebre do mundo. Os distúrbios psicológicos e a morte precoce cujas circunstâncias são, pela primeira vez, reveladas integralmente.
Hoffman conta a história de um homem atormentado, cujo papel foi decisivo para a modernidade e que simbolizou o espírito torturado do século XX.  



Autor

Paul Hoffman é americano, autor do sucesso internacional O Homem que só Gostava de Números, é correspondente especial dos programas televisivos Good Morning America e The NewsHour with Jim Lebrer. Foi diretor-presidente da conceituada Enciclopédia Britânica e editor-chefe da revista científica Discover. Premiado jornalista, foi também apresentador da série televisiva didática Great Minds of Science.   



Opinião

Alberto Santos-Dumont nasceu em 20 de julho de 1873, numa minúscula cidade chamada  Cabangu, Minas Gerais. Esta cidade se iniciou com sua casa. Quando ele tinha 6 anos, seu pai, engenheiro, terminou a construção da extensão da estrada de ferro, plantou 500 mil pés de café. Desde pequeno, demonstrou um extremo interesse por mecânica, sendo quem consertava a máquina de costura e os brinquedos de seus irmãos. Ele era o mais novo dos meninos, tendo 5 irmãs e 2 irmãos.
Fascinado por balões, só conseguiu ver um em 1891, quando se mudou para Paris com seus pais. Foi quando conheceu elevadores também. Em 1892, com a morte do pai, conseguiu sua herança, com a qual passou a dedicar-se integralmente aos experimentos em aerostação (balonismo).    
A mera menção de seu nome provoca um sorriso na maioria dos brasileiros. O resto do mundo em grande parte esqueceu Santos-Dumont, mas os brasileiros o romantizam em demasia, esquecendo seu lado negativo. Ele foi um gênio torturado, um espírito livre que buscava escapar do confinamento da gravidade, da rivalidade de seus companheiros aeronautas, do isolamento de sua educação num meio rural, da visão estreita dos cientistas mais velhos, da conformidade da vida de casado, dos estereótipos sexuais, e mesmo do destino de sua querida invenção.
Santos era baixo, franzino, de tez moreno-clara, com mais ou menos 1,60 m. Se não fosse pelo espesso bigode bem aparado, teria o rosto efeminado. Pensava muito mais que falava, e falava muito mais que gesticulava. Possuía tenaz determinação e espírito indomável. Inúmeras vezes, se fazia de vítima, e em tantas outras, bancava o arrogante. Construiu cerca de 21 balões e aeroplanos, repetindo alguns com pequenas modificações e pulando algumas numerações, por ser supersticioso.
Paul Hoffman possui uma ótima escrita e nos trouxe, nesta obra, inúmeros fatos interessantes, baseados em diversos documentos, cartas etc. Poderia mencionar alguns destes fatos, mas como um está ligado ao outro, ficariam um tanto quanto soltos. Ele conta tudo em ordem cronológica, e poucas vezes se utilizou da digressão (voltar ao passado). Por se tratar de uma biografia, a narrativa foi em terceira pessoa, utilizando trechos de documentos aqui e ali.
De qualquer modo, pelo fato do livro trazer tantas informações, confesso que tive que ler em doses homeopáticas, para absorver tudo isso. Ficou meio carregado. Isso não tira, de forma alguma, a importância desta obra.   
O que eu concluí da personalidade de Santos? Ele era um homem egocêntrico, determinado (ou seria teimoso?), exibicionista, inteligente, perturbado mentalmente um pouco depois da metade de sua vida. Não ficou tão esclarecida sua opção sexual, mas presumo pela leitura que era homossexual, não somente por nunca ter se casado, mas por suas atitudes.
Se gosta de História, aviação, ou simplesmente quer saber se Paul Hoffman fica do lado de Santos ou dos irmãos Wright, dê uma chance a este livro.  
    

Frases Marcantes

"Em verdade, creio que em tais instantes não há lugar nem para lamentações nem espantos. O espírito está muito tenso para olhar diante de si. Ninguém sente medo senão quando alimenta ainda uma esperança."

Revista americana Science, 1883: "A ciência tornara-se a nova religião laica, e esperava-se que seus praticantes, como os aeronautas, realizassem experimentos importantes, mesmo arriscando suas vidas." 

"Para os membros mais idosos do Aeroclube, Santos-Dumont era um sobrinho brilhante, mas com uma personalidade difícil, a quem se convida para a ceia de Natal, não apenas por ser da família, mas também porque oferecia toda a comida e bebida." 

"O interesse da Brooklyn Rapid Transit Company foi de certa forma irônico, pois os aviões, por fim, desativaram muitas estradas de ferro." 


Capa e Diagramação



A capa é simples e não possui orelhas. Os capítulos iniciam-se geralmente com títulos grandes e numa nova página, que são amareladas. Cada capítulo abarca um momento da história, cronologicamente crescente. As letras têm um tamanho razoável, o espaçamento é suficiente e a numeração das páginas é no centro, na parte inferior. Há poucos erros de digitação/revisão que não prejudicam a leitura.


Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


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2 comentários :

  1. Tenho dois livros Juvenis que fala sobre Santos Dumont, a vida dele é fascinante.

    sonhoseaventurasdeamor.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Oi, Wanderléa!

      Santos era um homem genial, mas também bastante atormentado e egocêntrico, infelizmente. Este livro é muito claro em seus fatos, e se você gosta de aprender curiosidades sobre aviação e a vida deste aviador, e até de outros, recomendo fortemente este livro!

      Beijos!

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