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sábado, 28 de março de 2015

RESENHA #7: CINDERELA


Ficha Técnica

Título Nacional: Cinderella
Título Original: Cinderella
Lançamento: 26 de Março de 2015 (1h44min)
Dirigido por: Kenneth Branagh
Com: Lily James, Cate Blanchett, Richard Madden, Helena Bonham Carter, Holliday Grainger, Sophie McShera, Derek Jacobi, Stellan Skarsgard
Nacionalidade: EUA
Gênero: Fantasia, Romance, Família





Sinopse

Após a trágica e inesperada morte do seu pai, Ella (Lily James)
fica à mercê da sua terrível madrasta, Lady Tremaine (Cate Blanchett), e suas filhas Anastasia e Drisella. A jovem ganha o apelido de Cinderela e é obrigada a trabalhar como empregada na sua própria casa, mas continua otimista com a vida. Passeando na floresta, ela se encanta por um corajoso estranho (Richard Madden), sem desconfiar que ele é o príncipe do castelo. Cinderela recebe um convite para o grande baile e acredita que pode voltar a encontrar sua alma gêmea, mas seus planos vão por água abaixo quando a madrasta má rasga seu vestido. Agora, será preciso uma fada madrinha (Helena Bonham Carter) para mudar o seu destino...


Trailer



Opinião

Cheguei e encontrei um lindo sapatinho de cristal dentro de uma redoma de vidro. Tirei muitas fotos após o filme, até conseguir uma de meu agrado. Eu não pude acreditar que a sala de exibição estava praticamente vazia. Tudo bem, era uma tarde de quinta-feira...
Cinderela é um clássico conto de fadas, criado por Charles Perrault (1628-1703), também escritor de contos como "Chapeuzinho Vermelho", "A Bela Adormecida" e "O Gato de Botas", dentre outros. Os Irmãos Grimm escreveram várias versões das mesmas histórias de Perrault, e é exatamente por isso que a maioria dessas histórias é atribuída a eles e não ao escritor original. 
O filme é uma versão bastante fiel àquela clássica do desenho da Disney, como é possível ver neste vídeo comparando os dois. Não temos a canção da fada madrinha, mas a atuação da eterna Bellatrix Lestrange ("Harry Potter") ficou tão boa e caricata que nem deu para sentir falta.
Retrocedendo um pouco, esta versão nos deu a possibilidade de conhecermos os personagens um pouco mais a fundo, e alguns antes praticamente não explorados, ganharam um pouco mais de valor. O longa metragem começa nos mostrando uma Ella bebê com seus pais, e seu crescimento com o passar dos anos, sempre amorosa com os animais. Eles tinham a família perfeita! Há uma quebra neste mundo utópico, quando sua mãe adoece e morre, pedindo à filha para sempre ser corajosa e gentil, e para acreditar em magia. Após sua partida, o tempo continua passando e seu pai, um comerciante, decide se casar com uma viúva que possui duas filhas.
Logo em sua entrada na nova morada, a madrasta malvada mostra a que veio, trazendo as duas filhas imprestáveis a tiracolo. Não demora muito, e seu pai precisa partir novamente em viagem, para ficar meses fora. Ele adoece, e trazem para Ella o que ela havia pedido: o primeiro galho de árvore que encostasse em seu pai. Pedido peculiar, e que o pai não pode atender, já que não retornou. A partir deste momento, os empregados são demitidos e a madrasta começa a tratar nossa personagem principal praticamente como uma escrava, demonstrando assim sua vilania e inveja, já que Ella é tudo o que nem ela nem suas filhas jamais serão. Chega o dia em que dão um apelido a Ella: Cinder-Ella. E os nomes tem certo poder de definir ou demonstrar quem a pessoa é ou se tornou. Nisso, Ella foge de casa galopando um cavalo, e é aí que conhece Kit, o príncipe encantado.
Ele, entretanto, não revela quem é. Cinderela acredita que ele é um simples aprendiz, e por isso quando corre a notícia do baile, se esforça para conseguir ir e reencontrar tão adorável rapaz. Mas, é claro, a madrasta não deixa, destruindo o vestido que Ella havia arrumado com tanto carinho. É quando ela pede perdão a sua mãe por não conseguir mais ser corajosa e nem acreditar. E é também neste momento que temos uma das melhores partes do filme, com a entrada triunfal da Fada Madrinha. Recheadas de efeitos especiais, as cenas que se seguem são cômicas, com uma atrapalhada Fada Madrinha ajudando a Gata Borralheira a se transformar numa princesa. Lógico, só até a meia-noite.
Ella vive este sonho ao máximo. O fato dela chegar desacompanhada e não ter nome não pareceu incomodar o príncipe, ao menos até o último instante, quando ela sai correndo e perde seu sapatinho de cristal na escadaria. Então temos outra cena digna dos melhores efeitos especiais, quando tudo volta a ser o que era antes, em plena fuga da Ella dentro da carruagem.
A partir disso, o príncipe começa a procurar por sua amada, mesmo contra a vontade de seu pai e as dificuldades impostas pela madrasta e o duque. Mas nada poderia impedir o "Felizes para Sempre". A frase "Tenha coragem e seja gentil" é repetida algumas vezes por Ella, que ao final, perdoa sua madrasta e filhas. Algumas pessoas poderão dizer que a ideia aí é ser submissa, deixar-se ser abusada, mas creio que há elementos que questionem isso, já que ela também é corajosa o suficiente para enfrentar a madrasta e sofrer as consequências. O príncipe informa que deseja se casar com a dona do sapato, desde que seja de seu desejo também. Tudo é relativo, depende do ângulo em que analisamos.
Preciso acrescentar que, além dos efeitos especiais espetaculares, o figurino, a fotografia e a atuação dos atores foram impecáveis. O único que me decepcionou um pouco foi o príncipe meio sem graça, mas é porque ele já não me conquista mesmo desde Robb Stark (sim, me julguem). Acho ele sem tanta profundidade, uma atuação tolerável e nem tão bonito assim. Fora isso, como já sabemos, é um amor à primeira vista, e eu não acredito nisso. Ao contrário de "A Bela e a Fera", meu conto de fadas preferido e cuja resenha vocês podem conferir aqui, no qual os personagens convivem um tempo e vão criando laços, os personagens principais de "Cinderela" só se viram duas vezes, e isso bastou. Mas tudo bem. Não é o tipo de história para questionar, e sim apreciar.
Curtam os toques de gentileza, coragem e uma pitada de magia!
















Curiosidades

Eu fui desavisada, então já estou informando para que não ocorra o mesmo com vocês. NÃO cheguem em cima da hora ou atrasados como eu. Cheguei na metade do Curta Metragem de "Frozen: Febre Congelante", que passa exclusivamente antes de Cinderela. Disponibilizo aqui o trailer. Portanto, são dois motivos para ir aos cinemas!





Está acontecendo até o dia 10/04, em Londres, uma exposição gratuita do figurino utilizado durante a gravação do filme, promovida pela Swarovski. Estou informando mais a título de curiosidade, a menos que você REALMENTE esteja, por algum acaso, em Londres, rs! Confiram a reportagem com vídeo aqui.

Por último, a Melissa criou um calçado inspirado em Cinderela para a nova coleção de inverno. Vejam aqui.


Nota  



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