.
Drop Down MenusCSS Drop Down MenuPure CSS Dropdown Menu

segunda-feira, 23 de março de 2015

RESENHA #8: LEGEND, DE MARIE LU


Ficha Técnica

Título Nacional: Legend: A Verdade se Tornará Lenda  (Skoob)
Título Original: Legend (Goodreads)
Série: Legend - Livro 1
Autora: Marie Lu
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ano: 2014
ISBN: 9788579802058
Páginas: 256
Formato: 14,5 X 22,0 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Ficção Científica, Distopia, Young Adult




Sinopse

Outrora conhecida como a Costa Oeste dos Estados Unidos, a República é hoje uma nação em constante guerra com seus vizinhos, as Colônias.
Nascida em uma família de elite
em um dos bairros mais prósperos da República, June, de quinze anos, é um prodígio militar. Obediente, entusiasmada e comprometida com seu país, ela está sendo preparada para o sucesso nos círculos mais elevados da sociedade.
Nascido nas favelas do setor Lake da República, Day, de quinze anos, é o criminoso mais procurado do país. Mas suas ações talvez não sejam tão mal intencionadas quanto dizem.
Originários de mundos completamente diferentes, os caminhos de June e Day poderiam jamais ter se cruzado. Porém, quando o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito, os dois se veem encurralados em um jogo de gato e rato. Day tenta desesperadamente garantir a sobrevivência de sua família, enquanto June quer vingar a morte do irmão a qualquer preço.
No entanto, numa reviravolta incrível, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre as medidas extremas às quais o país recorre para proteger seus segredos.
Pleno de ação, suspense e romance, este primeiro e instigante livro da aclamada trilogia Legend é emocionante da primeira à última página.



Book Trailer




Leia um Trecho



Autora

Marie Lu nasceu na China e mudou-se ainda criança com a família para os Estados Unidos. Formou-se na Universidade do Sul da Califórnia e começou a trabalhar como programadora na indústria de videogames. Hoje é escritora em tempo integral. Nas horas vagas, ou quando não está presa em engarrafamentos, ela gosta de ler, desenhar e jogar Assassin's Creed. Ela mora em Los Angeles, na Califórnia (por isso os engarrafamentos), com o namorado, um Chihuahua sem pedigree e dois cachorrinhos da raça Welsh Corgi Pembroke.


Opinião

Inicialmente, poderia-se dizer que June Iparis e Day (Daniel Altan Wing) são personagens praticamente opostos. Por um lado, June nasceu em uma família rica, é órfã e só tem um irmão, Metias. É inteligente (a única a passar na Prova com 1500 pontos quando tinha 10 anos) e está na Universidade, prestes a se formar para trabalhar na patrulha da República; de outro, Day é pobre, não conseguiu passar na Prova, tem dois irmãos, sendo um mais velho e um mais novo do que ele, e sua mãe, luta contra a República, sua opressão e autoritarismo. Mas, em minha opinião, o que une as personalidades destes personagens é determinação, força e inteligência e, no decorrer da história, é possível perceber que não são assim tão diferentes, só nasceram em berços distintos. A única diferença real é que um viveu na pele o que o outro se nega a enxergar.
June é muito lógica, tanto que em muitos de seus capítulos, há sempre informações de horário e temperatura. Exceto quando ela está próxima a Day, quando deixa de ser tão racional e precisa ou até, melhor dizendo, adquire um pouco mais de sentimentalismo, causando-lhe inclusive algumas confusões mentais. Day é um adolescente mais preocupado com sua família, e faz de tudo o que pode, mesmo à distância, para ajudá-los e protegê-los.
Nesta história também encontramos a detestável Comandante Jameson e o pretendente a mocinho Thomas. Quando comecei a ler Legend, tinha acabado de ler O Teste (Resenha aqui), que igualmente tinha um Tomas sem H como personagem. Pensei "Poxa, mais um mocinho chamado Thomas, em livros seguidos. Muito curioso.". Não poderia estar mais equivocada.
Há um pequeno erro por parte da autora. Em determinado trecho, Day se recorda: "Estou com nove anos. John, com treze anos, havia entrado naquela fase de crescer repentinamente. Éden só tem quatro anos (...)". No momento atual do livro, Day tem 15 anos, talvez quase 16; John tem 19 anos e Éden está com 9, quase 10 anos. Como Day tinha sete anos quando seu pai foi morto e Éden devia ser recém-nascido, realmente caso façamos as contas, elas não batem. Talvez eu tenha me enganado, mas fica a dica para se atentarem e verificarem se as idades mencionadas coincidem ou não.       
Preciso dizer que até mais ou menos a metade do livro, os personagens não haviam me cativado, não tinha conseguido aquela empatia por nenhum dos dois, apesar de ser uma narrativa em primeira pessoa, alternando capítulos entre June e Day. Além disso, Marie Lu possui uma escrita mais dura, sem rodeios e até fria, diria. Algo até positivo, pois não são inúmeras páginas sem nada ocorrer. Entretanto, chegou em um ponto do livro que não consegui mais desgrudar dele, pois todas as pistas deixadas pela autora começaram a se juntar e minhas suspeitas foram confirmadas. Não estou extremamente ansiosa para a continuação, mas é um livro que vale à pena ser lido, por suas peculiaridades dentro do gênero.


Frases Marcantes

"Ganhar dinheiro e ter menos uma boca para alimentar? Que governo atencioso!"

"Quando olho novamente para Thomas, seu cabelo caiu sobre o rosto e um prazer cruel substituiu a habitual bondade. Franzo a testa. Não vejo muito essa expressão no rosto de Thomas. Ela me apavora." 

"Dinheiro é a coisa mais importante do mundo, Menina. Dinheiro pode comprar felicidade, não me importo com o que os outros dizem. Dinheiro pode comprar alívio, status, amigos, segurança...todo tipo de coisas." 

"É fácil diferenciar onde os setores ricos fazem divisa com os mais pobres, onde a luz elétrica estável dá lugar a lanternas tremeluzentes, fogueiras e centrais de energia a vapor."

"Porque cada dia significa novas vinte e quatro horas. Cada dia quer dizer que tudo é possível de novo. Você pode aproveitar cada instante, pode morrer num instante, e tudo se resume a um dia após o outro."


Capa e Diagramação



A capa é muito bonita, e sua beleza só pode ser vista e sentida pessoalmente. O símbolo é o mesmo que está nos capítulos da June. Por falar neles, os capítulos de June possuem uma letra maior e mais espaçada, enquanto os capítulos de Day têm uma letra menor e menos espaçada. Possui orelhas.
Os capítulos iniciam-se com o nome do personagem que o narrará e sempre numa nova página, que são amareladas e com as pontas "pinceladas" por leves toques em cinza. As letras têm um bom tamanho, o espaçamento é bom e a numeração das páginas é no centro, na parte externa. As páginas que iniciam capítulos não são numeradas. Há poucos erros de digitação/revisão que não prejudicam a leitura.


Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


Postado por




6 comentários :

  1. Preciso muito ler esta Distopia!!! Ouço taaanto falar nestes livros :) Vou conferir...gostei da resenha!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Nice!
      Pois é, as ficções distópicas estão em alta, e tem muitas boas por aí! Inclusive virará filme, então corra para adquirir o seu!
      Beijos.

      Excluir
  2. Estava ansiosa pra conhecer a história deste livro. Até que gostei do que li aqui. Não vejo a hora de ler mais esta distopia. Estou descobrindo que amo esse gênero literário. É um dos meus preferidos. Com certeza vou amar ler a série. Agora é providenciar todos pra ler.
    Beijos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Distopia é um gênero até que com bastante tempo, mas só recentemente ficou famoso. Em breve sairá a resenha da continuação, mas já posso te adiantar que o segundo volume é imperdível!
      Beijos.

      Excluir
  3. eu li poucos livros de Distopia, mas me interessei muito por esse livro , e sua resenha me empolgou bastante. pelo que pude ver esse livro prende o leitor do começo ao fim.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Rafaela!
      É uma distopia muito boa, no segundo volume fica muito melhor.
      Recomendo!
      Beijos.

      Excluir