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quarta-feira, 22 de julho de 2015

RESENHA #27: O LIVRO DE OURO DAS PROFECIAS, DE TONY ALLAN

Ficha Técnica

Título Nacional: O Livro de Ouro das Profecias  (Skoob)
Título Original: Prophecies (Goodreads)
Autora: Tony Allan
Editora: Ediouro
Ano: 2004
ISBN: 8500015462
Páginas: 244
Formato: 18,0 X 25,3 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: História




Sinopse

Ao longo da história da humanidade, o homem sempre sonhou em conquistar poderes reservados apenas aos deuses, como voar, viver eternamente e adivinhar o futuro. Inventou o avião, descobriu a cura para várias doenças, mas ainda não é capaz de prever o que lhe reserva o destino. Que conhecimento é mais importante ou tão difícil de obter quanto esse?
Este livro percorre 4 mil anos para explorar a profecia em todas as suas formas: os porta-vozes dos deuses, sonhos e premonições, métodos de adivinhação, videntes e clarividentes e as previsões científicas, que se baseiam somente na razão humana, prevendo tendências e até arriscando fatos.
Uma tradição de histórias e pessoas fantásticas, capazes de ter visões passageiras em que o oculto se torna visível e o desconhecido é revelado.


Autor

Tony Allan curso História em Oxford e trabalhou muitos anos na Time-Life Books como editor da série Time-Life History of the World e como autor e consultor de Myth and Mankind, um estudo de mitologia comparada com vinte volumes.
Entre suas obras estão uma adaptação das histórias de Edgar Allan Poe, indicada ao Birmingham Children's Book Award de 1996, e American in Paris, uma análise de artistas e escritores americanos na Paris dos anos 1920.
Recentemente, lançou Vikings: The Battle at the End of Time


Opinião

Eu não sei nem dizer há quantos anos tenho esse livro, mas creio que o comprei quando ainda era adolescente, para vocês terem ideia! E se não me engano, foi em uma promoção nas Lojas Americanas. Não sei se será difícil encontrá-lo para comprar, mas como ele foi o primeiro livro que tirei na minha TBR Jar e me comprometi comigo mesma a ler e resenhar todos os livros, é exatamente isso que farei. Ah, não sabe o que é TBR Jar? Confira aqui!

Não mentirei. Não é um livro exatamente rápido de se ler. Mas se você, assim como eu, gosta de História e se interessa por esse lado místico da vida, este livro é muito recomendado.

Através dele, soube de pontos muito interessantes. Por exemplo, você sabia que Hitler teve um sonho em que se via soterrado por muitas toneladas de terra, quando ainda era apenas um soldado, e por isso saiu do local em que se encontrava, para logo em seguida vê-lo explodir com uma granada, matando quase todos que lá estavam? Como os fatos teriam sido diferentes, caso ele tivesse morrido também, não?

Mas falando do livro em si, ele traz uma compilação de fatos verídicos e/ou históricos para demonstrar como o homem sempre foi ligado ao fenômeno da previsão do futuro e como as pessoas que se utilizavam se seus dons (ou de charlatanismo) modificaram os episódios da época. Seja através de sonhos, premonições, profetas, videntes, clarividentes etc, é uma arte que sempre intrigou o ser humano e encheu muitos de cobiça. Alguns, como Hitler, fizeram bem em acreditar, mas muitos outros se deram mal, como os astecas quando foram invadidos pelos espanhóis, achando que representavam a vinda do deus Quetzalcoatl. Não é uma ciência exata, afinal.

Gostaria de deixar aqui um parágrafo, que para mim resume razoavelmente bem os métodos de adivinhação e sua cronologia:

“Se a tradição xamanista de profecia remonta ao tempo do homem caçador-coletor, uma corrente paralela de adivinhação pode ser traçada começando, no mínimo, nas primeiras sociedades organizadas. Os sumérios, babilônios e egípcios tinham seus adivinhos profissionais. Enquanto os profetas confiavam numa voz interior para orientá-los, os adivinhos tinham métodos de previsão. Às vezes, tais métodos garantiam se basear na ciência: a astrologia clássica e os calendários astecas e maias, por exemplo, continham um incrível raciocínio matemático e, para a época, um avançado conhecimento do céu. Outros métodos, tais como o do augúrio romano ou os presságios procurados pelos druidas, pretendiam encontrar a vontade dos deuses nos efêmeros fenòmenos da natureza. Na China, o I Ching usava tradições locais de sincronia e a ideia de que todos os fatos estão interligados. Mas o método mais puro de todos é a cristalomancia: olhando espelhos ou bolas de cristal, os adivinhos tentaram ver o futuro na própria cabeça, sem se perturbar com nada senão em projetar suas intuições.”

Um livro diferente do que estou acostumada a ler e que me ajudou a saber de muitos fatos históricos que, do contrário, eu provavelmente nunca saberia. Interessante, super recomendo!


Frases Marcantes

“Mas a previsão racional tem seus limites – embora ela seja excelente ao prever tendências, até agora foi bastante ineficaz quanto aos fatos inesperados, isto é, sem qualquer continuidade.”

“Os escritores que criaram utopias – pois muitos seguiram a trilha de Mora – geralmente abordaram a sociedade existente e como ela poderia ser melhorada. Até o surgimento mais recente da ficção científica, os escritores não previam o que poderia existir no futuro. Mas especulando como melhorar a sociedade em que viviam, acabaram fornecendo ideias para o progresso social. Alguns se tornaram profetas por acaso, já que seus livros ajudaram a criar parte do mundo que descreveram.”

“Em outros aspectos, a Utopia é bem anti-Mao. A religião norteia a vida, embora sua fé seja racional e não opressora – os padres são “de grande santidade, e por isso mesmo, poucos”. Há muita ênfase na generosidade e na gentileza. A caça de animais é condenada como a 'mais baixa, vil e abjeta forma de abate'. Matar vacas para comer também é algo tão vil que é realizado por uma pequena classe de servos sem cidadania. Para os utópicos, a guerra é detestável e inglória, e quando há uma possibilidade de batalha, é melhor matar o líder inimigo do que milhares de soldados. Se for inevitável, os utópicos preferem usar mercenários – eles mesmos, porém, só lutam em último caso.”

  
Capa e Diagramação

A capa é bem mística, cheia de estrelas, olhos, uma mão, uma mulher representando o horóscopo e várias palavras escritas. O título é envernizado em branco e o nome do autor é em tom amarelado. Os capítulos, 5 no total, são divididos em subtítulos, retratando sempre um aspecto diferente dentro do tema central, que é profecias. Possui orelhas.
As páginas são brancas, as letras têm um tamanho razoável, o espaçamento é bom e a numeração das páginas é no canto superior externo, sendo que as que iniciam capítulos, subtítulos ou contém imagens grandes, não são numeradas. Encontrei somente um erro de digitação/revisão, mostrando um belo trabalho por parte da Ediouro.


Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


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