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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

RESENHA #35: PRINCE OF THORNS, DE MARK LAWRENCE

Ficha Técnica

Título Nacional: Prince of Thorns (Skoob)
Título Original: Prince of Thorns (Goodreads)
Série: Trilogia dos Espinhos – Livro 1
Autora: Mark Lawrence
Editora: DarkSide Books
Ano: 2013
ISBN: 9788566636116
Páginas: 360
Formato: 17,0 X 24,8 cm
Acabamento: Capa Dura
Gênero: Fantasia, Ficção Científica




Sinopse

As estradas do Império Destruído. Um cenário abandonado há milênios pelos enigmáticos Construtores. É nessa nova era medieval que o Príncipe Honório Jorg Ancrath se vê obrigado a amadurecer para saciar seu desejo de vingança e poder.
Jorg testemunhou o brutal assassinato da rainha-mãe e de seu irmão caçula, ainda criança. Jogado à própria sorte em um arbusto de roseira-brava, ele permaneceu imobilizado pelos espinhos que rasgavam profundamente sua pele, e sua alma. Quatro anos depois, o Príncipe dos Espinhos lidera uma irmandade de assassinos. E sua única intenção é vencer o jogo. O jogo que os espinhos lhe ensinaram.


Book Trailer





Autor

Mark Lawrence nasceu nos Estados Unidos , mas ainda jovem ele e seus pais se mudaram para o Reino Unido. Ele trabalha como romancista e como cientista de pesquisa no campo da inteligência artificial e tem acesso liberado à informações secretas dos governos norte-americano e britânico. Seu trabalho foi traduzido em 19 idiomas. 




Opinião

Este foi um livro pelo qual eu estava demasiadamente ansiosa para ler. Descobri que é um erro criarmos tantas expectativas por qualquer livro que seja. No caso de Prince of Thorns, essa máxima é extremamente verdadeira. Eu comprei pela sinopse e pela capa, algo bastante recorrente, mas ao menos ainda, a série não capturou tanto meu interesse.

Jorg é um príncipe que abandonou sua casa para se vingar. O motivo da vingança é o assassinato de sua mãe e de seu irmão mais novo, e tudo isso porque seu pai não toma nenhuma providência para vingá-los. Mas Jorg é ainda uma criança/adolescente, e não tem o comportamento de uma. Além da vingança, ele é impelido por um sentimento de culpa, já que quando seus parentes estavam sendo mortos a sua frente, tudo que ele conseguiu fazer foi ficar preso a uma roseira-brava, sentindo dois tipos de dores lancinantes: a da perda e a dos espinhos entrando por todo seu corpo.

As terras são divididas em vários reinos, então as guerras por território e poder são muito recorrentes. A história é bastante original, mescla fantasia com terror, e possui toques de sobrenatural e medieval. Porém, a mistura somente não conseguiu ser suficiente para me fazer gostar do livro, simplesmente porque o protagonista principal, que é também o narrador, é extremamente cruel. Mata, estupra, aniquila...tudo para se vingar, e ao mesmo tempo, para nada, pois seus delitos estão mais ligados à maldade do que à vingança em si.

Seus atos se justificam um pouco somente lá para o final do livro, quando surge uma espécie de explicação para tudo que ele faz e surgem novos sentimentos em seu interior. Mas eu ainda acho que ele tem uma maldade interna própria e não poderia ser de outra forma, já que ele é rodeado em seu bando (sim, apesar de ser super novinho, ele se tornou o líder) por pessoas detestáveis e más, que a qualquer momento podem se virar contra os outros, e seu pai é um homem horroroso. Não o classificaria como anti-herói, e sim como um vilão que tenta combater outros vilões e conquistar o poder. Não posso negar, entretanto, que ele seja destemido e habilidoso; só que ele tem mais vidas do que um gato!

Eu torço para que o próximo volume seja melhor e que a revisão tenha sido feita de uma forma mais cuidadosa, pois se a DarkSide capricha sempre na diagramação e capa, o mesmo não ocorreu, infelizmente, com a revisão, pois é possível encontrar vários erros, em especial no que diz respeito à falta de pontuação. De um modo geral, diria que a leitura conquistará as pessoas que gostam de uma fantasia mais obscura e que possua elementos diferentes dos habituais. 
       

Frases Marcantes

“A promessa de sua dor esmagou a minha sob seus calcanhares. O ódio vai mantê-lo vivo onde o amor falhou.”

“Clérigos, hein? Numa hora é o amor, depois o perdão, e então que venham as chamas eternas.”

“Horror e entretenimento são armas do Estado, Jorg.  (...) Execução combina ambos os elementos.”

“Isso não é um jogo, Sir Makin. Você ensina esses garotos a jogar limpo e eles sempre irão perder. Não é um jogo.”

“Já é hora de a corte sentir um pouco do fedor da estrada. Palavras gentis e banho de rosas podem agradar à nobreza, mas aqueles que batalham na guerra vivem sujos.”

“Aquilo era uma derrota, recorrer a ameaças brutais num jogo de sutilezas, mas às vezes é preciso sacrificar a batalha para vencer a guerra.”

"As opções podem fugir de mim, mas fugir não é uma opção. Não para mim.”


Capa e Diagramação



A capa é totalmente fosca, exceto pelo título e nome do autor, envernizados. Trabalhada em tons de cinza, possui detalhes em vermelho, bege e branco. Os capítulos sempre se iniciam em uma nova página, que são amareladas. A separação dos capítulos também é feita por uma página em preto com o símbolo de uma coroa de espinhos. Não possui orelhas, por ser uma edição em capa dura.
Há dois tipos de letras, uma para quando Jorg retrata o passado há 4 anos e outra para o “presente”. O espaçamento é bom e a numeração das páginas fica centralizada na parte inferior. Há inúmeros erros de digitação e revisão, especialmente com relação à pontuação. Isso me chateou um pouco, pois a diagramação é lindíssima, exigia um cuidado maior por parte da editora.



Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


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