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domingo, 4 de outubro de 2015

RESENHA #42: LENORA, DE HELOISA PRIETO

Ficha Técnica

Título Nacional: Lenora (Skoob)
Série: Triaprima - Livro 1
Autora: Heloisa Prieto
Editora: Rocco Jovens Leitores  
Ano: 2008
ISBN: 97885 32521347
Páginas: 112
Formato: 14,8 X 24,2 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Ficção, Romance





Sinopse

Os cabelos caíam pelos ombros, a saia florida dançava junto ao corpo, os olhos vivos pareciam esconder uma canção ou, quem sabe, um poema. Na verdade a moça provocou sensações inexplicáveis naquele verão perdido no tempo. Como se transportasse a todos para um passado mítico ou para uma outra vida. Nome? Lenora (Florianópolis, 1969)
Ela parecia absolutamente estranha a tudo aquilo. Tentou, mas não conseguiu se livrar daquela sensação desagradável. Apreciava a alegria dos amigos, mas algo impedia que ela risse ou tentasse participar. Pressentia a existência de laços eternos, mas não entendia por que seu destino estaria ligado ao de alguém que ela sequer conhecia. Nome? Lenora (Florianópolis, 2006)
Será que o destino – em dimensões ignoradas – enroscara mesmo uma história na outra?


Autora

Nasceu em São Paulo, em 1954. É formada em Letras e mestra em comunicação e semiótica. Heloisa iniciou sua carreira de escritora quando contava histórias para crianças pequenas na Escola da Vila, em São Paulo. Atualmente tem cerca de quarenta livros publicados, a maioria pela Companhia das Letrinhas.





Opinião

Há alguns meses, fui ao lançamento de “Ian – A Música das Esferas”, e por ser o volume 2 da trilogia, me senti impelida a comprar o primeiro volume, que é este do qual falo agora. Conversei muito com a autora naquele dia, e realmente o livro apresenta uma mistura bem peculiar.

Duda é o baterista da famosa banda dos anos 70, Triaprima, e através de sua escrita, conhecemos os primórdios e o surgimento da banda, até o derradeiro momento. Lenora, cujo nome é inspirado no poema de Edgar Allan Poe, se encontra com os então jovens Peninha, Ian e Duda. Com isso, vira a vocalista da futura banda Triaprima.

Desde o primeiro instante, Lenora fascina a todos eles, mas é com Ian que ela decide compartilhar sua vida (ou parte dela, ao menos). Juntos, eles possuem uma harmonia invejável - opostos que se complementam ou iguais que se atraem? Ou então, só diferentes nuances de algo parecido, como a brisa e a tempestade? - e tentam compor a “música das esferas”. Tudo que foi pedido em um dia totalmente místico e baseado na cultura irlandesa, antes de Lenora entrar em suas vidas, começa a vir ao encontro deles, para o bem ou para o mal. Cabe a cada um tirar suas próprias conclusões através das páginas do livro.

Outra Lenora divide a narrativa, nos anos 2000. Seu nome foi dado por seus pais graças à música Lenora, da Triaprima. E parece que com isso, seu destino foi entrelaçado ao destino da antiga vocalista. Ela vive tendo pesadelos com o mar e acaba encontrando seu próprio caminho para desvendar esse mistério e tentar manter sua vida de forma saudável e sem medos. O final fica em aberto, talvez como uma espécie de introdução para o próximo da série, mas isso só descobrirei após a leitura.

O livro tem a capacidade de nos transportar para os anos 70, os costumes da época e as bandas de rock de sucesso, tanto que acabamos acreditando que a Triaprima realmente existiu, fato não-verídico. A mistura de misticismo, sobrenatural e romance caíram muito bem. Não posso dizer que a leitura mudou minha vida, porém ele é agradável, bem escrito e peculiar (de um jeito bom).

É curto, então proporciona uma leitura rápida. A revisão só apresentou 5 errinhos, que podem passar despercebidos e não prejudicam a leitura. Recomendo para todos que querem uma leitura diferente, que transporta para outros tempos e uma nova realidade.        
  

Frases Marcantes

“ – Bicho, te juro, nesse estranho mundo em que vivemos, eu descobri que o homem sonha o que realmente é, até o momento do despertar!”

“Para mim, a casa do Ian era um refúgio da turbulência, que reinava em minha família. Para meu grande amigo, minha família talvez representasse um mundo que ele gostava de frequentar, um mundo que ele nunca teria para si, irlandês órfão, filho único de um pai ausente.”

“ – Eu acredito que a realidade se impõe enquanto a ilusão precisa de proteção...”

“Tudo que é familiar e rotineiro pode embrutecer e ocultar a sutileza da sensibilidade.”


Capa e Diagramação



A capa é fosca e suave, e na frente possui umas lágrimas e atrás, um disco, ambos brilhosos. Os capítulos sempre se iniciam em uma nova página, que são brancas, e com a figura de um disco de vinil pela metade, aparentemente quebrado. Possui orelhas.
A letra possui tamanho bom, o espaçamento é bom e a numeração das páginas é no centro, na parte inferior. Encontrei 5 erros de digitação/revisão, que não prejudicam a leitura.



Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


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