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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

RESENHA #43: O PEQUENO PRÍNCIPE, DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

Ficha Técnica

Título Nacional: O Pequeno Príncipe (Skoob
Título Original: Le Petit Prince (Goodreads)
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Autêntica
Ano: 2015 (1943)
ISBN: 9788582175811
Páginas: 96
Formato: 23 X 16 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Ficção, Aventura




Sinopse

Há mais de 70 anos encantando gerações de leitores de todas as idades, O Pequeno Príncipe sai agora pela Autêntica, em tradução que buscou uma linguagem – tanto verbal quanto visual – mais próxima do leitor brasileiro de nossos dias. A intenção era criar coloquialidade e, ao mesmo tempo, respeitar o tom clássico de uma das obras literárias mais importantes da literatura universal para o público infantil e juvenil, mas também para todos os adultos que conseguem enxergar a essência humana.
O livro narra o encontro, no deserto do Saara, de um piloto francês, cujo avião sofrera uma pane, com um menino “de cabelos de ouro”.
Num longo diálogo, o narrador descobre um pouco da vida do pequeno príncipe, percebe seu olhar infantil sobre a vida e o mundo; o pequeno príncipe, por sua vez, se vê diante de questões da vida dos adultos, e aquele encontro se transforma numa ligação forte, um dependendo do outro, compreendendo a importância que têm todos aqueles que cruzam nossa vida.
Considerado uma das maiores obras do século XX, O Pequeno Príncipe é um dos livros mais traduzidos do mundo, não se sabe exatamente para quantos idiomas – o site oficial da obra (www.lepetitprince.com) fala em cerca de 253 idiomas e dialetos –, e revela uma visão filosófica e poética do mundo, da vida e da morte, das relações.


Book Trailer


Autor

Nasceu em Lyon, França, em junho de 1900. Era o terceiro filho do conde de Saint-Exupéry e da condessa Marie Foscolombe.
Em 1921, entrou para o serviço militar, no Regimento de Aviação de Estrasburgo, após ter sido reprovado para a Escola Naval. Tornou-se piloto civil e subtenente da reserva. Durante a Segunda Guerra Mundial, voou com as Forças Francesas Livres e lutou com os Aliados num esquadrão do Mediterrâneo.
Sua última missão foi recolher informações sobre os movimentos de tropas alemãs em torno do Vale do Ródano antes da invasão aliada do sul da França, a famosa Operação Dragão. Na noite de 31 de julho de 1944, ele partiu de uma base aérea na Córsega e não voltou. Em 2004, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa de Marselha. Seu corpo nunca foi encontrado.
Além de piloto, foi também escritor, tendo escrito para jornais e revistas franceses. Publicou diversas obras, sempre com temas ligados à aviação e à guerra, entre elas, O aviador, Voo noturno, Terra dos homens. Seu livro mais importante é O pequeno príncipe.


Opinião

A Amanda e eu, assim como várias pessoas, ouvimos falar bastante deste livro, mas ainda não tínhamos lido. Ela o comprou na Bienal do Rio, e lá mesmo eu tomei posse dele para ler... rsrs. Sempre pensei que O Pequeno Príncipe se tratava simplesmente de um livro infantil, por isso questionava o tamanho sucesso do título. Comecei a ler e logo percebi que felizmente eu havia me enganado. Apesar de ter uma linguagem simples, que parece direta, o livro é muito mais do que aparenta. Ele tem uma ambiguidade de poder ser lido de forma mais literal e bem aproveitado por uma criança, e de também um adulto mais crítico e detalhista fazer uma leitura mais perspicaz e buscar sentidos por detrás das palavras do pequeno príncipe.

A história começa nos indagando o porquê de todo adulto procurar dar motivos e importância a tudo que faz, mesmo que aquilo não leve a nada. Contudo também mostra que nós adultos muitas vezes não compreendemos o real sentido das coisas aparentemente simples e que realmente importam. Estamos sempre muito ocupados com afazeres e rotinas viciosas.

O livro é narrado em primeira pessoa, por um piloto que há seis anos teve uma pane no seu avião e ficou preso no meio do Saara. Lá ele se encontra inesperadamente com uma criança, o pequeno príncipe. Este pede que o piloto lhe faça o desenho de um carneiro, então toda conversa começa a se desenvolver deste ponto. É curioso que o garoto nunca responde diretamente as perguntas do piloto, mas faz muitas perguntas, e nunca, mas nunca desiste de obter a resposta de sua pergunta. Dessa forma indireta, em meio ao trabalho de reparar o avião, o piloto começa a conhecer aquela criança.

O menino nos conta de onde veio, um planeta minúsculo, que para mim pode ser interpretado como nosso interior ou mente. Lembrando que cada um é livre para ler como melhor entender, assim a leitura fica mais agradável.
Lá ele tem, entre outras coisas, uma flor única que é seu amor. Eles têm um certo desentendimento, e assim o pequeno príncipe sai em uma jornada passando por outros pequenos planetas e por fim, na Terra. Em cada planeta ele se depara com uma figura diferente, e vamos aprendendo com ele nessa jornada.

Em nosso planeta, ele finalmente entende o que buscava, e parece que deve partir novamente para junto de sua amada. A forma como tudo transcorre é muito interessante, e a todo momento temos que estar atentos, ou não, às palavras do pequeno príncipe, pois são dele (e de uma raposa em determinado momento) que surgem as mensagens mágicas. O piloto acompanha o príncipe em seu último passo, e nos dá um final talvez um pouco tristonho e ao mesmo tempo reconfortante.

Este livro me trouxe uma grata surpresa, pois para mim a mensagem seria de que mesmo sendo adultos não podemos perder o encanto pelas coisas que são únicas e intangíveis em nossa vida. Que saibamos, assim como as crianças, dar valor às coisas de valor sentimental e não material. A cada dia que passa (e isso o escritor já enxergava lá em 1943), as pessoas estão mais preocupadas com números, cargos, poder. Vale à pena presentear, tanto uma criança como um adulto, com esta singela e brilhante obra.


Frases Marcantes

“ - Fui incapaz de entendê-la! Eu não deveria ter julgado a flor por suas palavras, mas por suas ações. Ela me oferecia seu perfume e me enchia de alegria.”

“ - Foi o tempo que você perdeu com sua rosa que tornou a sua rosa tão importante.”

“ - Mas os olhos são cegos. É preciso procurar com o coração.”


Capa e Diagramação


Essa edição é bem caprichada, com orelhas e ilustrações do autor coloridas e dispostas pelo livro em locais diversos. A capa é em brochura, fosca e com brilho no título, na imagem e  em alguns detalhes tanto na frente como atrás. As páginas são amareladas, com a numeração no centro inferior da página e um ótimo tamanho de letra e espaçamento entre linhas.


Nota




Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


Postado por


2 comentários :

  1. Um dos meus livros favoritos <3
    Linda essa sua edição. Estão saindo várias novas, uma mais linda que a outra, dá vontade de comprar todas huahua
    EntreLinhas Fantásticas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Thalita!
      Eu ainda não li nem vi o filme (e sou desse planeta, garanto, rs).
      Mas estão saindo muitas edições sim, já que acabou o tempo dos direitos autorais, né?
      Beijos.

      Excluir