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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

TEMA #5: CULTURAÇÃO - OUTUBRO


Olá, Historiadores!!

Mês passado tive uns contratempos, e não pude fazer minha postagem. Mas agora em outubro, volto com a corda toda!

Como todos que me conhecem, sabem (se não souberem, saberão agora) que eu sou vegetariana há uns 12 anos (leia mais sobre minhas motivações neste outro post) e apaixonada por animais. Claro, tenho maior afinidade com cães, pois desde recém-nascida convivo com eles. Mas meu amor é em relação a todos. Portanto, neste mês do Culturação, dentre inúmeras opções, escolhi o tema “04/10 – Dia dos Animais – Um Clic nas Fofurices”.


Você não é muito fã de natureza? Ok, mas tenho certeza que você não resiste àquelas coisinhas fofas e meigas e irresistíveis que são os animais. Está esperando o quê pra encher sua página com estas fofurices?

Dica: Pode ser fotos de um passeio ao Zoológico, animais de fazenda, animais exóticos, apresentar seus bichinhos de estimação ou mesmo fotos dos animais de uma ONG que estão para adoção, quem sabe você ajuda a encontrar um lar para estas belezinhas?

Bem, só esclarecendo: sim, sou fã da natureza (mas tenho medo de aranhas, escorpiões e cobras, confesso, e prefiro minha casa de concreto, rs), e não postarei fotos em zoológico porque sou contra esse tipo de local e só estive em um quando muito pequena. Portanto, a ideia deste post será mostrar e falar um pouquinho dos animais que já tive, em especial das duas últimas (uma já falecida e que deixou muita saudade) e a outra bem vivinha (por muitos e muitos anos, se Deus quiser!). Além disso, deixarei o link para algumas ONGs que precisam de auxílio e/ou promovem a adoção responsável de animais, assim quem sabe você não encontra um novo membro da família/amigo para você?

Ah, antes que eu me esqueça...Quem quiser conferir todos os temas do mês, pode clicar aqui.


Desde recém-nascida, eu possuía uma amiga também recém-nascida, a cadela Pantera. Mas eu não tinha muita conexão com ela, pois ela era bastante ciumenta com minha mãe. Ela era uma fox paulistinha e faleceu ao 13 anos, devido a uma mordida de um rato que caçou. Foi uma grande perda e minha mãe se culpa até hoje de não ter dado tanta importância quanto ela deveria ter recebido. Na época, não tínhamos tanto discernimento como temos hoje, que a qualquer espirro já corremos pro veterinário (apesar de ainda ser um serviço bem caro). Nesse interím, ainda tive mais umas 2 ou 3 cachorras, e costumava me deitar para dormir em uma delas, chamado Loba (tivemos duas com esse nome, quanta criatividade da minha mãe!), todas elas SRDs (Sem Raça Definida) e resgatadas das ruas.

Loba e Pantera
Sheeba novinha, com uns 7 meses
She e seu sósia, rs
Depois de um ano e meio do falecimento da Pantera, mais ou menos, eu queria uma “salsicha”. Fui numa feira com a intenção de comprar uma pretinha com caramelo, mas peguei minha Sheeba no colo por causa de uma mancha que ela tinha nas costas, mais parecendo um gambazinho de 41 dias, e como ela se ajeitou em meus braços, decidi levá-la. Estava bem doentinha, e se não fosse uma dose cavalar de vermífugo para combater vermes, talvez não tivesse sobrevivido. Ela era uma caçadora nata e tinha um nariz poderosíssimo. Se ela cheirasse atrás de algum móvel e latisse, pode ter certeza que algo havia!

Pensem numa cachorra que te acorda todo dia às 5:00 com fucinhadas, gosta de correr, tomar sol...ah, e todos os sábados, queria o pedaço de pizza religioso. Inclusive, ficava esperando a buzina da moto tocar, olhando para o monitor da câmera. Mencionei também que quando passava o carro da pamonha (ela era piracicabana), enlouquecia e saía correndo? Assim era minha Sheeba. MUITAS saudades de verdade.

Inclusive minha dica para quem possui animais é sempre seguir seus corações. A minha pequena fazia tratamento com quimioterápico e com insulina, e veio a falecer após 2 anos, no dia 02/01/2014, por um erro médico. Eu seguia as orientações religiosamente, mas quando ela teve convulsões em outra cidade e a levei em outra veterinária, descobri que a dose de insulina era excessiva...Eu sentia que deveria levar em outro lugar, mas pensei ser bobagem da minha cabeça. Ela era forte, outro não teria aguentado tanto. E olha que eu vivia falando pros veterinários de uns tremores que ela tinha, e se não seria o caso de revisarmos a dose de insulina... Mas apesar de tudo, ela sempre estava feliz, era comilona e eu estive com ela até seu último suspiro, segurando em sua patinha no momento da eutanásia, quando já não havia nada a fazer para salvá-la, pois as convulsões não cessavam e os rins haviam parado.

Sheeba tinha cerca de 1 ano e meio quando adquirimos a Ursulla, uma lhasa apso, para fazer companhia a ela. A Ursulla também veio anêmica, tivemos que sustentá-la durante uma semana com banana amassada e aveia, e por um bom tempo ela fazia menção de atacar a Sheeba na hora da refeição, de tanta escassez de comida que deveria passar. Até hoje ela é bem enjoadinha para comer, temos que molhar a ração e misturar com frango e vegetais feitos especialmente para ela, e insistir para que se alimente. Ela é um doce de menina, obediente e quieta, mas só com a família dela. Não aceita outros animais (só gostava da Sheeba) nem pessoas além do nosso núcleo familiar, que inclui minha avó e tio maternos. Tinha que ser nossa mesmo!


Ursulla em minhas mãos
Estilosa
Melhor cara de "O que eu fiz para merecer isso?"
Maior gatinha do mundo
Puro charme
Quando voltamos para casa após o falecimento da Sheeba, a Ursulla procurou por todos os ambientes e quando percebeu o inevitável, uma lágrima solitária escorreu por sua bochecha. Ainda em 2014, a Ursulla retirou um tumor cancerígeno da barriga e teve que emagrecer para realizar uma cirurgia no joelho direito, pois ela teve os dois ligamentos dos joelhos rompidos, motivo pelo qual ficou se arrastando e sendo tratada como problemas na coluna (novamente erro médico). Até que o veterinário que a atendia lavou as mãos (após gastarmos uma boa quantia nele, claro) e resolvemos levá-la em um ortopedista, apesar de ele dizer que não era nada daquilo. Tudo isso ocorreu num curtíssimo espaço de tempo, foi realmente estressante e devastador. Isso sem contar os problemas de saúde dos humanos da casa na época (e até hoje, infelizmente), mas isso já seria outro assunto.


Ursulla rindo. Como era difícil tirar fotos com elas duas juntas!

Indo viajar
É por essas e outras que hoje eu sou totalmente contra o comércio de animais, pois eles não são mercadorias, apesar de os criadores verem só cifras ao olhar em seus olhos, seja dos filhotes, desnutridos e maltratados, ou dos pais, mantidos em geral encarcerados a vida toda e desnutridos, e abandonados quando já não servem mais para procriar! A solução é adotar, e eis a última parte proposta da postagem.


Asseama é um Centro Espírita voltado para nossos amiguinhos e tem sede na capital de São Paulo. Conheci quando a Ursulla ficou doente, e hoje colaboro com uma quantia por mês, pois além de manterem o local dos trabalhos, ainda ajudam alguns animais, como macacos e sempre pedem ajuda e arregaçam as mangas quando há algum desastre com os animais, em que possam intervir de algum forma.



Vira Lata Vira Vida é uma ONG de Piracicaba-SP, onde estudei meu primeiro curso universitário. Tive a oportunidade de ir algumas vezes lá, ajudar no plantio de mudas de árvores para fazer sombra as animais, é demais!


Wilson é um ser humano exemplar. Isso se não for um anjo entre nós. Ele cuida praticamente sozinho de inúmeros animais, faz resgate, leva em veterinário, divulga no Facebook, trata com muito carinho animais que qualquer um daria por perdidos para sempre, ou seja, vive para isso. Muita admiração por ele, que reside no Estado do RJ e conseguiu comprar um sítio com ajuda que veio de pessoas do exterior, que acreditam em seu trabalho! 


Acãochego, que inclusive há algumas horas solicitou ajuda para fechar as contas deste mês, pois têm cerca de 400 animais para cuidar.



Instituto Luisa Mell, que foi a responsável, através de seu programa, a me fazer repensar meus hábitos alimentares. Possui atualmente cerca de 300 animais em seus cuidados.


Essas são só algumas sugestões. Obviamente, você pode procurar uma ONG na sua região, com certeza eles apreciarão seu auxílio! Se você não pode adotar, pode pensar em apadrinhar um animal, que é bem bacana também! Ou então ajudar com ração, cobertores, roupas, ser voluntário etc. Toda ajuda é válida! Eu mesma já fui voluntária durante um tempo numa ONG e não há sensação mais gostosa do que ouvir aqueles 500 e poucos latidos felizes de verem você chegar. Ok, eu confesso que pela quantidade de animais, não é possível dar todo o conforto do mundo para eles, mas ao menos estão abrigados e alimentados. Lembrando que o Governo não auxilia essas ONGs com nadinha, muito pelo contrário. Não são consideradas como trabalho social, então ainda pagam impostos e funcionários, como se fossem empresas com fins lucrativos, o que não é verdade. Eles realizam um trabalho maravilhoso e de saúde pública, inclusive, que deveria ser dos nossos governantes. Só por amor a esses bichos é que seguem em frente.

Eu poderia escrever páginas e mais páginas das minhas meninas, de casos em que resgatei ou ajudei animais necessitados - inclusive a última resgatada foi uma pomba cruelmente atropelada na frente da minha casa e que um gato iria atacar, e que com 9 dias voltou a se erguer e saiu voando, com algumas sequelas, voltando durante 3 semanas para comer comigo e ficar a meu lado -, mas acho que já deu para ter uma ideia de quem sou eu e o que realmente importa em minha vida. Amo minhas meninas, pra sempre! Desculpem se me alonguei demais.

Espero que tenham gostado, caso tenham lido até o final.

Beijos e obrigada!


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