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domingo, 22 de novembro de 2015

RESENHA #49: SENHORA, DE JOSÉ DE ALENCAR

Ficha Técnica

Título Nacional: Senhora (Skoob)
Autora: José de Alencar
Editora: Martin Claret
Ano: 2001
ISBN: 9788572324823
Páginas: 242
Formato: 12,4 X 19,3 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Romance






Sinopse

José de Alencar, um dos maiores autores do romantismo brasileiro, retrata neste livro a burguesia e seu temas voltados para o público feminino. O dinheiro é sempre um fator que aproxima ou afasta temporariamente os casais. Orgulho, ciúme e paixões bruscas movem os corações de seus personagens. A mulher, sempre bela e frágil, sabe lutar pelo amor que escolhem até o final. Romance de paixão, amor, ódio, vingança e perdão.


Autor

Nasceu em Messejana, na época um município vizinho a Fortaleza. A família transferiu-se para a capital do Império do Brasil, Rio de Janeiro, e José de Alencar, então com onze anos, foi matriculado no Colégio de Instrução Elementar. Em 1844, matriculou-se nos cursos preparatórios à Faculdade de Direito de São Paulo, começando o curso de Direito em 1846. Em 1872 se tornou pai de Mário de Alencar, o qual, segundo uma história nunca totalmente confirmada, seria na verdade filho de Machado de Assis, dando respaldo para o romance Dom Casmurro. Viajou para a Europa em 1877, para tentar um tratamento médico, porém não teve sucesso. Faleceu no Rio de Janeiro no mesmo ano, vitimado pela tuberculose. Machado de Assis, que esteve no velório de Alencar, impressionou-se com a pobreza em que a família Alencar vivia.


Opinião

Eu possuo um respeito imenso pelo trabalho de José de Alencar, um clássico da literatura brasileira, tendo lido boa parte de suas obras. Esta resenha é fruto de uma releitura que realizei em julho deste ano, após cerca de 10 anos da primeira vez que tive o livro em mãos. Minha opinião mudou e amadureceu.

Aurélia é uma jovem rica e formosa, que chama a atenção de diversos pretendentes à sua mão, na maioria, encantados por seu dote (posses). Como é sozinha na vida, uma parente distante chamada D. Firmina é escolhida como sua acompanhante, e por ainda ser nova, sua fortuna é administrada por seu tio materno, o Sr. Lemos.

Fernando Seixas é um moço que possui um cargo público e usa todo seu dinheiro para aparentar uma riqueza que está longe de possuir. Conhece Aurélia ao passar na rua de sua casa e avistá-la na janela, quando esta ainda era pobre e morava com sua mãe, Emília. Passa, então, a frequentar esta rua e cortejá-la, chegando a pedi-la em casamento. Até que um dia, ele some sem explicações.

Algum tempo depois, Aurélia fica sabendo que foi trocada por Adelaide, que possui um dote maior do que o seu. Mas quis o destino que Aurélia herdasse uma fortuna (após muito sofrimento) e, de uma moça pacata, ingênua e meiga, se transformasse em alguém que duvida das intenções alheias e classifica os homens por seu preço em dinheiro. Assim, inicia-se um plano maquiavélico para uma vingança magistral. Mas será que o seu amor por Seixas de fato morreu?

Não quero falar muito mais do que isso. Preciso dizer que minha opinião quanto à escrita espetacular de Alencar não mudou, mas sim a forma como enxergo Seixas e seu suposto amor por Aurélia. Para mim, ambos são movidos mais pelo despeito, orgulho, soberba etc, do que por amor...E Seixas sempre pende para o lado que mais o favorece.

Narrado em terceira pessoa, alterna entre o que é vivido por Seixas e o que é vivido por Aurélia, focando nesta. Além disto, aos poucos vai mesclando passado e futuro, de forma a entendermos todos os fatos que levaram à situação extrema vivida na “atualidade” pelos protagonistas.

Uma curiosidade que eu só notei nesta leitura é a de que, segundo o próprio autor, a história de fato existiu e ele somente foi um contador. Claro que ele foi muito mais e com certeza fantasiou muitos dos diálogos e situações.

Recomendo para quem quer um romance inteligente e não-apelativo, além de ser um clássico do romance nacional. Pode ser que não agrade àqueles que não gostam de uma escrita um pouco mais rebuscada e detalhista.
            

Frases Marcantes

“Por isso mesmo considerava ela o ouro um vil metal que rebaixava os homens; e no íntimo sentia-se profundamente humilhada pensando que para toda essa gente que a cercava, ela, a sua pessoa, não merecia uma só das bajulações que tributavam a cada um de seus mil contos de réis.”

“Compreendo que um homem sacrifique-se por qualquer motivo nobre, para fazer a felicidade de uma mulher, ou de entes que lhe são caros; mas se o fizer por um preço em moeda, não é sacrifício, mas tráfico.”

“Aurélia amava mais seu amor do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem.”

“O ciúme não nasce do amor, e sim do orgulho. O que dói neste sentimento, creia-me, não é a privação do prazer que outrem goza, quando também nós podemos gozá-lo e mais. É unicamente o desgosto de ver o rival possuir um bem que nos pertence ao cobiçarmos, ao qual nos julgamos com direito exclusivo, e em que não admitimos partilha.”


Capa e Diagramação



A capa é bonita (minha favorita de todas que estão publicadas até o momento. Por ser uma versão pocket, as folhas são brancas e os capítulos são subsequentes.  A letra é pequena e a numeração das páginas é grande e feita na parte central inferior, atrapalhando um pouco por ficar em cima do escrito. Possui orelhas.
Há alguns erros de digitação/revisão que não prejudicam a leitura.


Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


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