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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

RESENHA #59: OS PORTÕES DO INFERNO, DE ANDRÉ GORDIRRO

Ficha Técnica

Título Original: Os Portões do Inferno (Skoob)
Série: Lendas de Baldúria – Livro 1
Autor: André Gordirro
Editora: Fábrica231 – Selo da Editora Rocco
Ano: 2015
ISBN: 9788568432273
Páginas: 380
Formato: 17,0 X 24,0 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Fantasia, Aventura, Ficção
*Não recomendado para menores de 18 anos.




Sinopse

Romance de estreia do jornalista André Gordirro e volume inicial da trilogia Lendas de Baldúria, Os portões do inferno reúne o melhor da fantasia épica: guerreiros, magos, monstros, fortalezas, cenários fabulosos e combates sangrentos. Tendo à frente um improvável time de protagonistas – verdadeiros párias que, por acaso, ganham a chance de salvar o mundo de uma tropa de svaltares, estranhos e temidos elfos das profundezas –, o livro junta referências históricas e bíblicas a alegorias da sociedade contemporânea e um alto teor de cultura pop. Com origem direta no RPG, o livro é um bem-vindo cruzamento entre Os doze condenados e O Senhor dos Anéis de ritmo ágil, cheio de reviravoltas e com senso de humor apurado.


Opinião

Ambrosius. Guardem este nome, pois é ele quem orquestra tudo, sem participar ativamente dos feitos e batalhas. Ele com certeza possui alguma motivação secreta. Me lembrou muito o Varys ou mesmo o Mindinho, para quem é fã de Guerra dos Tronos (Game of Thrones).

A história começa mostrando de leve o passado dos 6 heróis às avessas. Agnor é um feiticeiro de Korangar, dominando a geomancia e a demonologia. Totalmente egocêntrico, ele irrita, mas suas atitudes e respostas sarcásticas causam riso aos leitores. Derek é um guerreiro e, de longe, o personagem que menos me agradou. Baldur é um cavaleiro que desertou de seu grupo. Kyle é um garoto ladrão e chaveiro. Od-lanor é um bardo adamar povo em extinção , possui alguns poderes e suas boas intenções muitas vezes acabam em desastre. Kallanar, meu favorito, é um svaltar – elfo das profundezas – que se utiliza de roperas e venenos para liquidar suas vítimas, além de ser bastante ágil e conseguir se esconder nas sombras. É totalmente branco, com olhos totalmente negros, fazendo-o enxergar na escuridão.

Conforme é possível notar, eles não são o estereótipo de herói e não possuem nada em comum...até Ambrosius juntá-los em uma missão suicida, mas que promete grandes recompensas, caso sejam bem-sucedidos. Gordirro soube construir muito bem a personalidade de cada um, tornando-os únicos. É impossível eleger um mais importante, pois há destaque para todos, cada qual desempenhando sua função e complementando o grupo. Porém, caso eu tivesse que escolher um essencial, seria Kalannar, pois para mim, suas intervenções são determinantes. 

Ao final, o autor escreve que a namorada foi a única a descobrir que um deles tinha um pequeno segredo. Pois eu digo que também desconfiei, lá pela metade da leitura, e faltando umas 100 páginas, tive certeza e praticamente acertei.

Há tramas paralelas, como um problema pelo qual os anões estão passando, outro problema que o Rei de Krispínia, Krispinus, e sua esposa Danyanna passam, em duas frentes: os alfares – elfos da superfície – e os svaltares juntamente com demônios.

Apesar de ser uma fantasia ao estilo medieval, não é uma leitura maçante ou monótona. Há ação o tempo inteiro, e pelas descrições, é possível imaginar todo o cenário. Por falar em imaginar, o André me fez visualizar umas cenas de anões em ato sexual, que acho que nunca mais na vida esquecerei (e bem que eu gostaria, rs). Ah, e ele não poupa palavras de baixo calão.  

O interessante é que os personagens não possuem aquela divisão entre o bem e o mal mesmo havendo uma certa “modificação” do caráter de cada um, ao longo da trama, e cada qual possuindo suas ideologias e metas , podendo pender para o lado mais vantajoso, no momento adequado. Além disso, ele nos mostra o quanto o que é divulgado, seja em canções ou anúncios, pode conter mentiras que são cuidadosamente pensadas para beneficiar alguém ou transformar um ato ridículo em algo heróico.

Recomendo o livro para todos que gostam do gênero, mas buscam algo um tanto quanto diferenciado.


Frases Marcantes

Sesmet neb iret xesmay, ou ‘a honra faz fronteira com a estupidez’. Se não tivesse fugido, você seria um homem honrado e morto... ou um estúpido morto, segundo o ditado.”

“ ‘A discórdia é a brecha por onde entra o inimigo’ (...)
Bem falado, apesar de eu pensar exatamente o oposto. ‘O verdadeiro inimigo é o que está ao alcance da adaga, não da flecha.”

Dramas de humanos não me comovem disse Kalannar.
Eu odeio crianças falou Agnor.”

“Com o tempo, você aprende que mentiras são mais letais do que adagas, venenos e feitiços.”


Capa e Diagramação



A capa reproduz uma cena bastante significativa na história do livro. O nome do livro e do autor não são em auto relevo, mas possuem um efeito especial. Possui orelhas.
Os capítulos são numerados, sempre se iniciam numa nova página, que são amareladas e resistentes. A fonte de letra é pequena, o espaçamento é bom e a numeração das páginas está localizada no canto superior externo, sendo que as páginas que iniciam capítulos não a possuem.
Há pouquíssimos erros de revisão/digitação que não atrapalham em nada a leitura. 


Nota



Autor

André Gordirro, jornalista, tradutor e crítico de cinema, passou pelas redações das revistas Manchete, Veja Rio e Set, especializada em cinema. Seus textos já foram publicados na Rolling Stone Brazil, Playboy, Sexy e QG Brazil. Coassinou um artigo sobre literatura de fantasia para a revista Mapa, publicação com parceria de conteúdo do The New York Times e The New York Times Review of Books. André vive no Rio de Janeiro. Os Portões do Inferno é seu primeiro livro.


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Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.






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2 comentários :

  1. Gosto muito de fantasia épica, mas admito que ainda não tive a oportunidade de ler livros do gênero que não são muito famosos, mas para sair um pouco da rotina pretendo começar a procurar mais por autores menos conhecidos. Curti a premissa desse, talvez eu o leia! :)

    Mago e Vidro

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    Respostas
    1. Leia sim, Tisa!
      Foge daquele padrão dos mocinhos e vilões medievais com os quais estamos acostumados. E é literatura nacional, então é muito bacana apoiarmos literatura de qualidade saída daqui, não é?
      Beijos.

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