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domingo, 10 de abril de 2016

RESENHA #23: DONNIE DARKO

Ficha Técnica

Título Nacional: Donnie Darko
Título Original: Donnie Darko
Lançamento: 01 de Janeiro de 2000 (1h44min)
Dirigido por: Richard Kelly
Com: Jake Gyllenhaal, Maggie Gyllenhaal, Jena Malone, Drew Barrymore
Nacionalidade: EUA
Gênero: Drama, Suspense, Ficção Científica






Sinopse

Donnie (Jake Gyllenhaal) é um jovem brilhante e excêntrico, que cursa o colegial mas despreza a grande maioria dos seus colegas de escola. Donnie tem visões, em especial de um coelho monstruoso o qual apenas ele consegue ver, que o encorajam a realizar brincadeiras destrutivas e humilhantes com quem o cerca. Até que um dia uma de suas visões o atrai para fora de casa e lhe diz que o mundo acabará dentro de um mês. Donnie inicialmente não acredita na profecia, mas momentos depois um avião cai bem no telhado de sua casa, quase matando-o. É quando ele começa a se perguntar qual o fundo de verdade da sua previsão.


Opinião

Não existem meios termos quando o assunto é Donnie Darko. Não existem opiniões amenas acerca do filme. Isso se dá devido ao fato de estarmos diante de uma das obras mais complexas do cinema. Então, o público termina assim: dividido entre os que odeiam intensamente o filme e aqueles que sentem um carinho especial por ele. Particularmente me encaixo no segundo grupo.

Donnie, interpretado por Jake Gyllenhaal – que cá entre nós, tem uma paixão por estrelar filmes confusos –, é um adolescente introspectivo, de personalidade forte e poucos amigos. Certo dia ele é acordado por um cara com uma macabra fantasia de coelho e uma previsão incômoda: o mundo irá acabar em exatos 28 dias 06 horas 42 minutos e 12 segundos. Segundos depois, uma turbina de avião cai no telhado da casa de Donnie, logo acima do seu quarto, que poderia ter matado o querido protagonista, não fosse pelo macabro coelho gigante – que mais tarde descobriremos chamar-se Frank. A partir daí, o filme se desenrola com base em um misto de intensas críticas sociais, exploração da psique e teorias de viagem no tempo.

Cada um dos personagens apresentados é uma referência explícita aos estereótipos sociais. Donnie é aquele garoto que se sente um estranho dentro da própria família, sufocando na vida suburbana. Por conta disso, se refugia em seu isolamento. A família Darko é uma família normal do subúrbio dos EUA. Temos os ortodoxos e seus segredos macabros que aos poucos são revelados, e temos a Gretchen, uma garota aparentemente normal – exceto pelo fato de que ela se torna namorada do Donnie – e possui uma força incrível. É quase como se ela fosse a âncora do filme: um personagem ameno, mas necessário, que traz conforto ao espectador. Devo ressaltar que, apesar do elenco de peso e dos personagens intensos, o que mais me chamou atenção foi a professora Karen Pomeroy, interpretada pela lindíssima e talentosa Drew Barrymore.

O roteiro é bem amarrado, mas requer muita atenção aos detalhes. Muitas das questões não são diretamente respondidas, ficando subentendido e deixando brechas para confusões quanto ao objetivo do filme e o tema abordado. Afinal, quem disse que viagem no tempo é um assunto fácil de ser tratado em pouco menos de 2 horas? Principalmente se levarmos em consideração que a inspiração do roteiro é o livro “Uma Breve História do Tempo” do Stephen Hawking. Isso resulta em uma certa obsessão pelo filme – eu passei uma semana obcecada por ele – e inúmeros textos na internet buscando simplificar a mensagem dele. Podemos inclusive encontrar várias informações em um site dedicado ao longa (link AQUI). 

Os diálogos são memoráveis. Toda cena possui, ao menos, um momento de extrema tensão e uma frase de efeito marcante. O final é intrigante e, se você prestou bastante atenção aos detalhes, esclarecedor de certa forma. A fotografia é convidativa, obscura na medida certa. Enfim, o longa como um todo faz jus ao status de cult que hoje ele possui. É intenso, bonito, inteligente, com personagens e frases marcantes, um tema complexo e intrigante, ótimas atuações e críticas sociais kafkianas. Recomendo àqueles que gostam de ser intelectualmente desafiados.  




O filme possui uma continuação, lançada em 2009, chamada S. Darko e conta o que aconteceu com a irmã mais nova de Donnie alguns anos depois do primeiro filme – uma rápida consideração sobre a sequência: extremamente descartável – e, neste mês, a editora DarkSide lançará uma edição que conta com o roteiro original do filme (um presentão pros fãs!).



Trailer



Nota  



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