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sábado, 18 de junho de 2016

RESENHA #78: ALMA GÊMEA, DE ANA FERRAREZZI

Ficha Técnica

Título Nacional: Alma Gêmea (Skoob)  
Autora: Ana Ferrarezzi
Editora: Autografia
Ano: 2016
ISBN: 9788555264108
Páginas: 296
Formato: 15,8 X 22,9  cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Romance, Fantasia






Sinopse

Lá, no meio da Floresta Amazônica, há uma tribo legendária – A Tribo Curupira. Joaquim acaba se deparando com um membro dessa tribo, em uma de suas expedições. Após muito esforço, convence o pajé a lhe dar uma amostra dessa planta. O pajé o alerta sobre o risco. Joaquim, aceita a responsabilidade.
Com o tempo, Joaquim descobre o verdadeiro sentido das palavras desse sábio Pajé.
Letícia encontra uma erva com cheiro de canela no seu Consultório de Psicologia. Decide tomá-la. Cai no sono. Então acorda em um corpo diferente em 1906. Ela não sabe como veio parar nesse corpo, nem tampouco entende como veio parar na França, testemunhando o vôo de consagração de Santos Dumont. Mas as circunstâncias a leva até Joaquim; o homem de seus sonhos.
É uma bela história sobre o poder do encontro entre duas almas gêmeas, que vivem em épocas diferentes, que rompem a barreira do improvável para perceber que o sentimento que os une jamais pode ser quebrado.
Venha explorar os segredos e mistérios do Alma Gêmea.


Opinião

Este livro, a princípio, me deixou confusa. Isto porque ele intercala capítulos de Joaquim e de Letícia, nos anos de 1906 e 2015, e posteriormente começa a misturar um na época do outro. Calma que eu explico!

Letícia é uma psicóloga órfã de 23 anos, casada com um cardiologista há 1 ano (em algum momento no livro é mencionado há 10 anos, o que creio ter sido um erro), mas totalmente arrependida e infeliz com este casamento. Ela vive no ano de 2015, no Brasil.

Joaquim é um engenheiro e adora estudar plantas. Tanto que, na Floresta Amazônica, encontra a Tribo Curupira e acaba conhecendo uma erva com estranhos poderes. Ele vive em 1906, na Europa.

Letícia possui poucos pacientes e, certo dia, um novo liga para seu consultório. O homem se chama Daniel e age de maneira bastante estranha. Esquece-se, então, de uma sacola azul. Dentro dela, há uma erva e Letícia decide fazer um chá com ela. Ao cair no sono, ela acorda como Françoise, uma jovem francesa do início do século XX. Ela passa a se questionar, então, se isso seria um sonho vívido ou algo mais. Neste sonho, ela conhece Joaquim.

Em uma noite de bebedeira, Joaquim acaba contando sobre a erva para um homem e tudo poderia ter sido levado somente como coisa de bebum, porém acabou despertando o interesse de algumas pessoas de má índole. As consequências são devastadoras e extremas.  

Joaquim e Letícia são almas gêmeas, que vivem em épocas distintas. A autora vai, aos poucos, crescendo na história e aproximando os personagens, misturando cada vez mais passado e futuro, de certa forma freneticamente. Alguns dados às vezes divergem, como o ano em que Joaquim estava no Floresta Amazônica e o tempo de casada de Letícia.

De um modo geral, achei a premissa da história, narrada em 3ª pessoa, muito boa, mas a execução deixou a desejar. A escrita e a revisão (se é que existiu) foram malfeitas. Só para citar alguns exemplos: premunição, aconcelhável, enxia, invéz, sobrançelhas, “só a mera imagem em sua cabeça o dava vontade” (essa troca de “lhe” por “o/a” é recorrente ao longo de todo o livro), “Os policiais, diante a tanta informação, paralizaram”, além da utilização errada dos tempos verbais “estivesse” e “tivesse”, como em "tivesse buscando" (exemplo aleatório).

Em suma, não recomendo a leitura do livro, apesar da história em si ser muito criativa.
    

Frases Marcantes

“Letícia, sozinha na sala, encarou, com olhar vazio, os porta-retratos expostos na mesa central da sala. Memórias dispensáveis. Acúmulos de sonhos românticos imortalizados em uma imagem de algo que jamais poderia ser alcançado.”

“Assim como diversas moças, Letícia também já buscou o amor, um dia. Encontrou Glauber no meio do caminho, como uma pedra posicionada estrategicamente para quebrar seu tornozelo.”

“Hoje, estava tão certa quanto seu conhecimento e experiência permitia, que o amor era um sentimento supervalorizado. Vivia em meio a um grande buraco. Um vazio que precisava ser preenchido com algo.”

“Seu marido era do tipo que dá a impressão de que é um livro aberto quando, na verdade, com o convívio, descobre-se camadas impermeáveis à sua vida.”

  
Capa e Diagramação



A capa traz um casal num fundo branco, não possui nada de muito especial. As páginas são brancas e a diagramação é simples. Os capítulos iniciam-se sempre em uma nova página. Possui orelhas.
O tamanho da letra é bom e o espaçamento entre linhas também. A numeração das páginas é no centro, na parte inferior. Encontrei vários erros de digitação/revisão que em vários momentos dificultam a compreensão. Sem querer desmerecer o trabalho de ninguém, chega a ser difícil acreditar que o livro tenha sido escrito por uma pessoa com formação superior e passado por revisão.


Nota



Autora

Ana Ferrarezzi é psicóloga, artista plástica e escritora.
Com seu livro publicado, “O Velho Vestido de Noiva” pela editora Novo Século, Ana Ferrarezzi vem conquistando leitores com seu estilo leve e criativo, mesmo expondo histórias fundamentalmente tensas.
Com um estilo interessante, Ana se inspira em folclores e artes e constrói algo novo e intrigante. Seus enredos são envolventes, bem-humorados; um mundo completamente novo.


Onde Comprar



O livro é uma cortesia do blog Tô Pensando em Ler, em parceria com a editora Autografia. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


Postado por



3 comentários :

  1. O livro já foi corrigido. Tenta ler novamente.

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  2. O livro foi inteiramente corrigido e a tiragem sem revisada descartada. Peça para a editora Autografia trocar o livro é lhe dar a versão correta. É uma dica. 😉

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    Respostas
    1. Olá, Ana Paula.
      Agradeço a informação, mas este exemplar foi enviado pela editora, e só tive ele para me basear.
      Mas fica o aviso para futuros leitores procurarem o livro com as correções.
      Beijos.

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