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quinta-feira, 7 de julho de 2016

RESENHA #82: MARINA, DE CARLOS RUIZ ZAFÓN

Ficha Técnica

Título Nacional: Marina (Skoob)            
Título Original: Marina (Goodreads
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Suma de Letras
Ano: 2011
ISBN: 9788581050164
Páginas: 189
Formato: 22,9 X 15,9  cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Romance, Suspense, Ficção





Sinopse

Neste livro, Zafón constrói um suspense envolvente em que Barcelona é a cidade-personagem, por onde o estudante de internato Óscar Drai, de 15 anos, passa todo o seu tempo livre, andando pelas ruas e se encantando com a arquitetura de seus casarões.
É um desses antigos casarões aparentemente abandonados que chama a atenção de Óscar, que logo se aventura a entrar na casa. Lá dentro, o jovem se encanta com o som de uma belíssima voz e por um relógio de bolso quebrado e muito antigo. Mas ele se assusta com uma inesperada presença na sala de estar e foge, assustado, levando o relógio. Dias depois, ao retornar à casa para devolver o objeto roubado, conhece Marina, a jovem de olhos cinzentos que o leva a um cemitério, onde uma mulher coberta por um manto negro visita uma sepultura sem nome, sempre à mesma data, à mesma hora.
Os dois passam então a tentar desvendar o mistério que ronda a mulher do cemitério, passando por palacetes e estufas abandonadas, lutando contra manequins vivos e se defrontando com o mesmo símbolo - uma mariposa negra - diversas vezes, nas mais aventurosas situações por entre os cantos remotos de Barcelona. Tudo isso pelos olhos de Óscar, o menino solitário que se apaixona por Marina e tudo o que a envolve, passando a conviver dia e noite com a falta de eletricidade do casarão, o amigável e doente pai da garota, Germán, o gato Kafka, e a coleção de pinturas espectrais da sala de retratos.
Em Marina, o leitor é tragado para dentro de uma investigação cheia de mistérios, conhecendo, a cada capítulo, novas pistas e personagens de uma intrincada história sobre um imigrante de Praga que fez fama e fortuna em Barcelona e teve com sua bela esposa um fim trágico. Ou pelo menos é o que todos imaginam que tenha acontecido, a não ser por Óscar e Marina, que vão correr em busca da verdade - antes de saber que é ela que vai ao encontro deles, como declara um dos complexos personagens do livro.


Opinião

Óscar Drai é um jovem de 15 anos, que vive em um internato comandado por padres, em Barcelona. O ano é 1979, e sua história já começa com ele dizendo que desapareceu por uma semana, em maio do ano seguinte. Ele possui pais relapsos, que nem sequer o visitam, e é muito curioso. Esta mesma curiosidade e paixão pela arquitetura farão com que ele passeie sozinho pela cidade e entre em um casarão aparentemente abandonado.

Lá dentro, ele se distrai com o quadro de uma mulher e encontra um relógio. Devido ao susto que levou por uma aparição fantasmagórica, corre e foge, ainda em posse do objeto. Porém, sua consciência não permite que ele mantenha algo tão precioso, então ao voltar no casarão, ele conhece Marina e seu pai, Germán Blau. A prudência passa bem longe destes adolescentes, pois durante o livro todo se colocam em lugares e situações suspeitos. Logo de cara, mesmo sem se conhecerem direito, Marina o leva até um cemitério, onde presenciam a visita de uma mulher a um túmulo.  
    
Deste ponto em diante, o livro é cheio de mistérios e novos personagens vão sendo introduzidos, todos interligados em uma trama que envolve a morte de um casal no passado (Mijail Kolvenik e Eva Irinova), a falência de uma empresa (Velo-Granell), a construção do Gran Teatro Real, bonecos animados (não no sentido de feliz, muito pelo contrário) e uma boa dose de insanidade – tanto que eu cheguei a me questionar, em algum momento, se tudo não seria somente imaginação de Oscar.

A escrita de Zafón é detalhista na medida certa: conseguimos visualizar os locais a ponto de nos sentirmos lá, sem ser maçante. Os personagens possuem profundidade, mas não é algo tão explorado, até pelo número de páginas. Não gostei tanto assim da fascinação que Marina causa em Oscar e da maneira um tanto quanto esquisita da amizade entre eles. Há alguns pontos que poderiam ter sido melhor elucidados, a meu ver, entretanto nada que atrapalhe a história principal.

Com certeza lerei mais do autor e recomendo para quem queira sair da mesmice e embarcar em um enredo que mexerá com a imaginação.

   
Frases Marcantes

“ — A paciência é a mãe da ciência – replicou Marina.
— E a madrinha da demência – devolvi. — Não tem nada de nada aqui.”

“ — Ninguém entende nada da vida enquanto não entender a morte – acrescentou Marina.”

“ — (...) A beleza é um sopro contra o vento da realidade, Germán. Minha arte não tem sentido. Não serve para nada...”

“ — Às vezes, as coisas mais reais só acontecem na imaginação, Óscar – disse ela. — A gente só se lembra do que nunca aconteceu.”

“ — (...) A juventude é uma namorada caprichosa, que a gente não entende nem valoriza até o dia em que ela vai embora com outro, para nunca mais voltar...”

  
Capa e Diagramação



A capa combina bastante com o livro, dando um toque levemente sombrio e mostrando Marina de costas. A única ressalva é que eu acho a garota escolhida muito pequena para representar uma adolescente de 16 anos. Possui orelhas.
Os capítulos são numerados, sempre se iniciam numa nova página, que são amareladas. A fonte e o espaçamento são pequenos; a numeração das páginas está centralizada na parte inferior.
Contei 7 erros de revisão/digitação que não chegam a atrapalhar na leitura.


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Nota



Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.




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4 comentários :

  1. Leia todos os livros dele.. vai se apaixonar, garanto!! S2

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    Respostas
    1. Lorena, já tenho uma trilogia dele no gatilho, só ter tempo! Rs
      Beijos.

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  2. Oi, Amanda.
    Eu tenho uma relação de amor e ódio com Záfon.
    Gosto muito de alguns trabalhos dele outros nem tanto.
    Esse para mim é um meio termo, mas o que levo sempre em conta é que mesmo não gostando dos temas ele tem uma escrita incrível.
    Obrigada por participar do #desafioalfabetoliterario.
    bjs

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    Respostas
    1. Oi, Luana.
      A escrita dele é realmente cativante, estou ansiosa para conferir outros trabalhos do Zafón.
      Beijos.

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