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quinta-feira, 21 de julho de 2016

RESENHA #86: LIBRI DI LUCA, DE MIKKEL BIRKEGAARD

Ficha Técnica

Título Nacional: Libri di Luca (Skoob)  
Título Original: Libri di Luca (Goodreads)  
Autor: Mikkel Birkegaard
Editora: Record – Grupo Editorial Record
Ano: 2010
ISBN: 9788501084705
Páginas: 401
Formato: 22,7 X 15,5 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Romance, Ficção, Suspense/Thriller





Sinopse

Jon Campelli é o novo dono do Libri di Luca, sebo ao qual seu pai dedicou quase a vida inteira. O destino da loja agora está nas mãos de Jon, e o advogado não pretende abandonar a carreira de sucesso para se tornar livreiro – muito menos em um lugar que guarda tantas lembranças ruins de sua infância.
Enquanto tenta organizar a herança, Jon descobre que o porão secreto do Libri di Luca, onde o pai costumava se reunir com amigos, é na verdade sede da Sociedade dos Bibliófilos, cujos membros são chamados Lettori. Mais do que amantes de literatura, os Lettori possuem habilidades especiais que lhes permitem influenciar os pensamentos e as emoções das pessoas por meio da leitura. Ao mesmo tempo que podem seduzir com histórias maravilhosas, são capazes de manipular mentes e controlar ações de outros indivíduos.
Um incêndio criminoso no Libri di Luca, somado às novas descobertas, faz Jon crer que a morte de seu pai não foi acidental. Na companhia de Katherina e Iversen, os ajudantes de Luca no sebo, ele segue as pistas do assassino do pai, e tudo sugere que o criminoso é parte de um grupo dissidente dos Lettori, que utiliza seu dom para obter poder e dinheiro.
Eles só podem ser detidos por um Lettore poderoso, como Luca costumava ser; por isso, as esperanças recaem sobre Jon e seu dom para impedir o sucesso da perigosa missão.


Opinião

Luca Campelli é um homem aparentemente comum. Dono de um sebo chamado Libri di Luca, sua paixão por livros é indiscutível. Ao voltar de uma viagem, ele encontra um livro diferente em seu acervo, sente-se atraído e começa a lê-lo, sem conseguir parar. Isso culmina em sua morte.

Entram em cena Iversen, Katherina e Paw, funcionários do sebo, cujo objetivo inicial é avisar a Jon Campelli, um renomado advogado, após o velório de seu pai – que o havia colocado para adoção quando jovem, após a morte da mãe dele, e pelo qual Jon não nutre nenhum apreço, muito pelo contrário, se remói de rancor –, sobre a existência da Sociedade dos Bibliófilos e dos Lettori, divididos em remetentes e receptores, cujos poderes podem ter sido responsáveis pela morte de Luca. Explicando um pouco:

Remetentes – quando realizam alguma leitura, conseguem realçar ou diminuir sensações, passam imagens para os outros leitores, melhorando a experiência da leitura. Podem, também, influenciar pessoas poderosas na tomada de decisões que sejam favoráveis ao que buscam.

Receptores – são literalmente capazes de controlar as pessoas que leem, podendo interromper a leitura, fazer com que a pessoa não consiga parar de ler (podendo levá-la à morte) e proporcionando mais colorido e força ao que está sendo lido.

Cada remetente ou receptor possui um grau de força, um limite de seu dom, o qual é, teoricamente, impossível de ser ultrapassado. O dom exige muita habilidade e concentração. Katherina é uma receptora bastante poderosa, e Jon se descobre um remetente super poderoso, explicando bastante o sucesso que obtém como advogado, mesmo sem saber de seu dom à época.

Um de seus clientes, Remer, passa a demonstrar muito interesse por comprar o Libri di Luca. Outro cliente antigo, um expert em computação, entrará na história sem ao menos saber por qual motivo, e ambos serão essenciais pro desenrolar da história. Com a Sociedade dividida em remetentes (coordenados por Kortmann) e receptores (coordenados por Clara), vários incidentes e mortes ocorrendo, uma suspeita mútua passa a corroê-los. Jon será o responsável pela investigação, agindo de forma neutra, já que ainda não ativou seu dom. Estariam os assassinos dentro da Sociedade, ou seriam parte de um grupo dissidente e criminoso?

O livro se passa na Dinamarca e, em uma pequena parte, no Egito. As descrições possibilitaram que eu me sentisse visualizando as imagens descritas de forma intensa, muito mais do que eu poderia esperar. Só não dei nota máxima, pois achei que algumas situações foram meio forçadas, como o fato de os Lettori influenciarem até a polícia e todos esses eventos, incluindo alguns grandes, passarem despercebidos e sem investigações profundas. Além disso, apesar do livro girar em torno da leitura, não me senti exatamente uma protagonista da história. A impressão que eu tive, ao comprá-lo, é de que seria um livro em 2ª pessoa ou algo assim, o que não é o caso.

Em suma, a leitura não chega a surpreender tanto, mas é uma viagem pela imaginação que vale a pena!
  

Frases Marcantes

Textos sem leitores não dizem nada. É preciso haver leitores, mas então falam mesmo. Cantam, cochicham e até gritam. Ele se inclinou com um movimento brusco sobre a mesa, quase derrubando a garrafa. — Imagine uma sala de leitura — disse, fazendo uma pausa para deixar a imagem fazer efeito. — Pode se transformar num vozerio ensurdecedor. É insuportável.”

“ — Quanto mais a pessoa lê, melhor ela sabe ajustar o ritmo e fazer pausas nos lugares certos. Com a prática, a linguagem flui mais facilmente dos lábios e há energia para aplicar as outras duas características que você menciona: a empatia e a atuação. Não é à toa que os atores muitas vezes são os que leem histórias no rádio.”

“Agora tinha a sensação de que não faria diferença se trabalhasse numa loja de armas. Havia pessoas capazes de usar os livros que ela vendia para prejudicar os outros.”

“ — Como empresário, aprendi a não usar a palavra ‘nunca’ — disse Remer, despreocupado. — Embora ‘nunca’ designe uma infinidade, essa palavra restringe nossa imaginação e nosso potencial. Para um homem de negócio, é preciso manter todas as portas abertas até o último momento e mesmo então ter uma brecha para voltar atrás.”

“ — Uma leitura não consegue substituir um ponto de vista por outro completamente contrário. Do branco para o preto. Esse tipo de tentativa estará fadado ao fracasso. Se, porém, uma explicação alternativa for apresentada, a pessoa, sob a influência certa, escolherá por conta própria mudar de opinião. A vítima pode se lembrar de tudo, do ponto de vista que sustentava antes, e até da própria leitura, mas terá a impressão de que ela mesma fez a escolha.”


Capa e Diagramação


A capa é praticamente toda em tons de vermelho e preto, trazendo um livro aberto. As páginas são levemente amareladas e a diagramação é bem simples. Os capítulos iniciam-se sempre em uma nova página. Possui orelhas.
O tamanho da letra é bom e o espaçamento entre linhas também. A numeração das páginas é na parte inferior externa. Encontrei 11 erros de digitação/revisão – incluindo um na orelha do livro – que não chegam a atrapalhar a leitura, porém em poucos trechos é preciso estar atento, pois o travessão foi omitido. 


Leia um Trecho



Book Trailer



Nota



Autor

Mikkel Birkegaard é dinamarquês e Libri di Luca é seu primeiro romance. Logo após a publicação na Dinamarca, o livro virou um best seller e, até o momento, já foi vendido para 21 países. O autor mora em Copenhague.






Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.




Postado por


2 comentários :

  1. Oi, Amanda.
    Não conhecia o livro, mas pela sua apresentação quero logo colocá-lo na lista.
    Gostei, achei os elementos interessantes e realmente parece ser criativo.
    Obrigada por participar do #DesafioAlfabetoliterário
    bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Oi, Luana.
      Comprei este livro completamente no escuro, e não me arrependi. Indico a leitura, com certeza.
      Beijos.

      Excluir