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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

RESENHA #102: HUNTER - O CAÇADOR DE MONSTROS, DE KATE WILLIANS

Ficha Técnica

Título Nacional: Hunter – O Caçador de Monstros (Skoob)
Série: Caçadores de Santa Fé – Livro 1
Autora: Kate Willians
Editora: Coerência
Ano: 2016
ISBN: 9788592572099
Páginas: 256
Formato: 20,8 X 13,8 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Fantasia, Ficção, Suspense, Terror
Recomendação: 18+



Sinopse

Não existem heróis, tampouco vilões.
Por trás de atos raivosos e atrocidades tenebrosas, há sempre uma verdade triste. Ninguém consegue mascarar a maldade que há dentro de si, por muito tempo. Hunter, O caçador de monstros, conta a história de Nicholas Blanco – um adolescente comum, com objetivos comuns e aparência mais comum ainda – que se depara com uma verdade surpreendente sobre seu passado e a confirmação que pode ser e fazer muito mais do que o que sempre imaginou para o seu futuro. Conta também a história de Ramon Blake, um jovem caçador no passado, que teve o amor de sua vida brutalmente arrancado de si e se deixou dominar pela dor e pelo ódio. Essa é uma história sobre caçadores que descobrem ser tão ou mais horríveis que as próprias criaturas que caçam.


Opinião

Kate Willians, parceira do blog, cedeu o exemplar para leitura e resenha, quando nos encontramos na Bienal de SP. Esta é a terceira história dela que leio. Confira as resenhas de “Distopia” e “A Fada Madrinha”, suas obras anteriores.   

Nísia Floresta é uma cidade do Rio Grande do Norte, na qual conhecemos Sara e Jason Blake, através do protagonista Nicholas Blanco. Eles são adolescentes e amigos desde a infância. As tragédias pessoais pelas quais passaram os uniram ainda mais. Nicholas possui o apoio de sua Tia Nona, com quem mora devido a ser órfão; Jason e Sara, que são irmãos, moram sozinhos, mesmo sendo menores de idade, pois o pai Ramon Blake sumiu no mundo. São bastante imprudentes, para dizer o mínimo. E o fato de morarem sozinhos e se sustentarem, com o dinheiro do pai que sabe-se lá como conseguiu, é estranho.

A história tem início quando Jason decide viajar para Santa Fé, no Estado do Novo México, para procurar o pai, e convida Nicholas para acompanhá-lo. As passagens são custeadas por um homem chamado Walter, que fica na sede de Santa Fé, e documentos falsos são forjados para que os rapazes consigam enganar Tia Nona e o colégio no qual estudam. É um plano ousado e, novamente, bastante imprudente.

Ramon Blake é um homem perturbado pela perda da mulher amada, com quem teve Jason. Obrigado a se casar novamente, desta vez ocorre o nascimento de Sara. Mas ele não hesita em abandoná-los para colocar seu macabro plano de vingança em prática. Capaz de qualquer ato, ele é um homem insensível e que vive para se vingar. Seu plano envolve crianças e uma sereia. Mais, não posso dizer.

Walter não é um homem confiável. Ele é o líder dos Caçadores de Santa Fé, que são formados por três clãs: Santos, Blake e Blanco. Mas o que eles caçam? Monstros! Lobisomens, vampiros etc. Todas as criaturas sobrenaturais que teoricamente seriam fantasia, na verdade existem. Ambos, caça e caçadores, foram criados por bruxos. Por quê? Quem sabe?!

Numa narrativa que envolve alguns personagens, em especial Ramon e Nick, e com trechos em 1ª e 3ª pessoas, Kate vai nos introduzindo aos mistérios dos caçadores, com bastantes detalhes sanguinolentos – que podem ser considerados pesados e envolvem mortes  e alguns sexuais, motivo pelo qual creio que a leitura não é adequada para o público infantojuvenil – como a capa parece sugerir . A autora também volta ao ano de 1995 e o intercala com os momentos atuais dos fatos do livro. 

Eu adoraria tecer somente elogios, porém sou adepta da verdade acima de tudo. A história não surpreendeu com seu vilão, que para mim, era bastante óbvio. Aliás, o excesso de criaturas ruins fez com que eu não sentisse medo em momento algum. Achei algumas frases desnecessárias e machistas, atitudes de personagens meio repetitivas e, mais para o final, o tempo que uma personagem aguentou um determinado sofrimento, um tanto quanto “viajado”. A iniciação dos jovens caçadores também não me pareceu nada lógica, pondo pessoas inexperientes, ainda que com dons, em risco de vida.

Além disso, algo que me irritou bastante foram os inúmeros erros de revisão/digitação, ora com excesso de pontuação, ora com falta, ora erro de língua portuguesa... Exemplos: “Obrigada” utilizado para personagens masculinos; mistura de tempo verbal: “Guto percebe meu desinteresse e fechou ainda mais a cara.” – pág. 153; palavra errada: “Não todos, mas alguns gostam de realmente saboriar a iguaria.” – pág. 214; mistura de pronomes pessoais: “Quando entra na sala se deparo com um senhor baixo, sentado atrás de uma mesa repleta de livros e papéis.” – pág. 225 e “ — O que foi isso? – grita sem medir minhas palavras.” – pág. 148.

O livro tem uma premissa muito boa, a história é interessante, porém sua execução não me agradou tanto quanto eu esperava. Para mim, seria necessário revisá-lo e modificar alguns trechos, para ser bom de verdade.
   

Frases Marcantes

“ — Eu penso demais Sara, porque não aguento mais ser decepcionado... Se parar de pensar, só por um momento, então eu farei o que quero fazer e direi o que quero dizer, mas também, ouvirei o que não quero ouvir e passarei por momentos que me farão desejar ter pensado.”

“ — Ah claro, porque é bastante ético expulsar um aluno aplicado da sala fazendo-o perder uma aula que no futuro realmente vai lhe fazer falta e obrigando-o a esperar do lado de fora da classe dormindo, no celular ou fumando porque ele se atrasou cinco minutos. É ético, não é? Claro que você só está fazendo isso ‘porque é bom para o meu futuro e para a sua consciência’.

“Fugir dos problemas nunca foi uma boa, mas ficar e ser massacrado por eles, definitivamente também não é.”


Capa e Diagramação


A capa está muito bonita. O título e os galhos possuem textura envernizada; o mesmo ocorre com uma frase na contracapa. Possui orelhas.
Os capítulos são numerados, sempre se iniciam numa nova página, que são amareladas e resistentes, e possuem um corvo no “Capítulo”, cada momento em um local, um detalhe bem bacana. A diagramação como um todo ficou linda. A fonte da letra é média e o espaçamento é bom. A numeração das páginas está centralizada na parte inferior.
Encontrei diversos erros de revisão/digitação, inclusive de mistura de 1ª e 3ª pessoas e “obrigada” sendo utilizado por personagens masculinos. Infelizmente, tais erros atrapalharam durante a leitura, tirando pontos comigo.


Nota



Autora

Kate Willians é escritora e estudante de letras. Escreveu seu primeiro livro aos 15 anos e o segundo Debaixo das minhas asas, publicou aos 17. Já foi a blogueira responsável pelo Drunk Culture e hoje se dedica apenas a escrita. Tem 21 anos e o seu maior sonho, é encantar as pessoas com suas palavras. A literatura a salvou, e espera um dia conseguir usar a mesma fonte para salvar outras pessoas. É extremamente apaixonada pelo que faz e adora passar o tempo livre com a família e com um pug bagunceiro e totalmente sem noção chamado Bob.


Onde Comprar



O livro é uma cortesia da autora Kate Willians. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


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Um comentário :

  1. Oiii Amanda! Estou passando para comentar sua resenha! Bom, gosto muito do seu trabalho, então li atentamente a sua análise crítica antes de vir falar sobre. É uma pena que a história não tenha te agradado, fico triste mas sei que acontece. Quando resolvi me tornar escritora, já esperava que isso podia acontecer. Nem sempre conseguimos agradar, é fato. Hunter, na verdade, não foi escrito para apontar um vilão. Foi escrito para mostrar que todos nós carregamos essa essência dentro da gente e os monstros estão ai para provar que as aparências enganam... Ele é uma crítica ao conceito que temos de certo e errado, portanto, a sua opinião sobre o vilão não irei considerar. Já sobre os erros de digitação/revisão, realmente eles existem. Percebi isso meio tarde demais, porque precisei ler a revisão toda de um dia pro outro para que não atrasasse e chegasse a tempo para a bienal, então passaram algumas coisas. A primeira tiragem do livro está quase esgotada e para a segunda, já avisei a editora que passaremos novamente pela revisão. Isso é mesmo uma pena. De qualquer modo, gostaria de dizer que aprecio sua opinião e que ela é sempre muito enriquecedora. Obrigada!

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