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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

RESENHA #103: CONTOS AMARGOS, DE ALESSANDRA MORALES, ALLANA MACHADO, BRUNO CATÃO E PAULO VITOR MENDONÇA

Ficha Técnica

Título Nacional: Contos Amargos (Skoob)
Autores: Alessandra Morales, Allana Machado, Bruno Catão, Paulo Vitor Mendonça
Editora: Pendragon
Ano: 2016
ISBN: 9788569782292
Páginas: 90
Formato: 21,0 X 13,7 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Contos
Recomendação: 18+




Sinopse

Olá,
Se você estiver lendo esta sinopse, não compre este livro. Sério, o que você está fazendo com os Contos Amargos na mão? Devolva-o discretamente à estante e ande como quem não quer nada para a sessão infantojuvenil, pegue alguma ficção científica ou o que quer que os jovens leiam hoje em dia e se esqueça dos Contos Amargos. Os autores garantem que esta seria a melhor decisão.
Por quê?
Bom, porque este livro vai quebrar o seu coração, caro leitor. Cada uma das histórias do Contos Amargos foi pensada para tocar as suas emoções de maneiras diferentes e inesquecíveis. Você vai rir, chorar, se apaixonar e se desesperar enquanto devora as páginas deste livro, e tudo isso para quê?
Não há finais felizes aqui, caro leitor, só um livro que vai te deixar com um gosto amargo de quero mais.
Fuja.
Nós avisamos.


Opinião

Preciso ser sincera com quem lerá esta resenha. Não tenho a mínima ideia do que escreverei, pois possuo dificuldade para me expressar quando alguma leitura mexe demais comigo, me surpreende. “Contos Amargos” reúne contos de 4 autores, incluindo minha querida e talentosa amiga Lelê do blog Tô Pensando em Ler, e foi lançado na Bienal do Livro SP 2016.

Senti-me muito lisonjeada quando a Lelê me disse que havia dado meu nome a um de seus personagens. “Meu Dono” foi meu conto preferido, não somente pela homenagem, mas porque foi um dos mais bem construídos e que me surpreendeu demais  e olha que eu me considero uma leitora difícil de surpreender ou chocar. Eu acabei e já voltei para reler, pois não acreditava que havia deixado um detalhe tão importante escapar.

Com os contos intercalados, vamos ao pouco conhecendo a personalidade de cada autor através de seu modo de escrever. A Lelê é a mais descritiva e sensível; Allana é a que possui uma linguagem mais direta e crua. O conto “Coisinha” me deu esperanças, mas ao final, fiquei de coração partido; Paulo é o mais sucinto, mas não menos profundo. “Doença Silenciosa” é pequeno, porém traz uma reflexão profunda sobre o mal do século; e Bruno também é descritivo, mas com um olhar mais objetivo. “A Bruxa” foi o conto que me conquistou pela inocência da criança.

O primeiro conto me pareceu super tranquilo, diria até otimista. Mas com o passar das páginas – e elas passam literalmente voando, não dá para largar até terminar de ler –, os temas giram em torno de vingança, estupro, pedofilia, câncer, incesto etc. Só que não se deixe enganar, é tudo escrito com maestria, e longe de deixar a pessoa deprimida, leva a uma análise sobre o ser humano.

Posso dizer que sou uma pessoa diferente após a leitura deste livro curto, mas cheio de significados. Inclusive, foi o gatilho que despertou meu lado de escritora, o qual eu nem sabia existir. Só tenho a agradecer pela oportunidade de ler algo tão tocante e belo, e a melhor forma é indicando a todos que LEIAM! Garanto que amarão, assim como eu!

 
Frases Marcantes

“Eu estava quebrando algo, é claro, mas não para destruir, para transformar em outra coisa.”

“Enquanto você produzir, você presta, não importando o que você sinta por dentro.”

“Beleza não me pertencia mais. Bonita ou não, a terra há de comer.”

“Em todos os lugares diziam que a maternidade é linda, em todos os cantos faziam parecer a coisa mais doce do mundo. Mas não era, era torto, amargo, dolorido, cheio de medo, cheio de culpa.”


Capa e Diagramação


A capa é toda com efeito envernizado e passa uma serenidade... Serenidade esta que não necessariamente a pessoa sentirá ao ler os contos, rs. Possui orelhas.
Os contos são curtos (obviamente), alguns mais curtos do que outros, portanto não há capítulos. As páginas são amareladas e resistentes. A fonte de letra é pequena, o espaçamento é bom e a numeração das páginas está centralizada na parte inferior.
Há alguns erros de revisão/digitação que não atrapalham a leitura. Foi um belíssimo trabalho da Pendragon e dos autores.


Nota


Autores

Alessandra Morales
Gosta tanto de ler quanto de escrever, e ultimamente tem se aventurado nas letras. Odeia não ter com quem dividir as coisas. Adora rir, e fazer os outros rirem. Comida japonesa é sua preferida. Gore é seu gênero favorito. E seu twitter é @leletapias.





Allana Machado
Tem 20 anos e prefere ser chamada de Nana. Quando pergunta para uma pessoa o que ela faz, não gosta que respondam uma profissão. Não gosta de TV, mas gosta de fogueira, cheiro de papel e bafo de filhotes. Morre de preguiça de lavar o cabelo, adora quando contam histórias, falam de cosmologia ou oferecem bolo de fubá.




Bruno Catão
Alguns dos amigos do Bruno Catão dizem que ele é engraçado, outros que é psicótico, ou uma mistura dos dois. Não que isso realmente importe, já que ele está ocupado demais com livros, filmes, séries e sushi.






Paulo Vitor Mendonça
Nasceu em São Paulo em 1989, mas mudou para a cidade de Americana, no interior, com apenas 4 anos. Após largar engenharia no último ano, se tornou estudante de Cinema e Audiovisual, professor de inglês, escritor e produtor de conteúdo no Youtube. Seu twitter é @pvmendonca.





Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autores do livro.


Postado por


2 comentários :

  1. Que resenha fodaaaaaaaaa!!!! Mano, chorei aqui!! Caraca!!
    Amei muito ♥

    Obrigada mesmo!! Obrigada demais ♥

    Bjkssssss

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você merece todos os elogios, minha amiga!
      Muito sucesso em seu caminho!!
      Beijos.

      Excluir