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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

RESENHA #125: IDENTIDADE ROUBADA, DE CHEVY STEVENS

Ficha Técnica

Título Nacional: Identidade Roubada (Skoob
Título Original: Still Missing (Goodreads
Autora: Chevy Stevens
Editora: Arqueiro
Ano: 2011
ISBN: 9788580414080
Páginas: 256
Formato: 22,9 X 15,9 X 1,4 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Ficção, Thriller, Suspense





Sinopse

Era para ser um dia como outro qualquer na vida de Annie O’Sullivan. A corretora de imóveis levanta da cama com três objetivos: vender uma casa, fazer as pazes com a mãe e não se atrasar para o jantar com o namorado.
Naquele domingo, aparecem poucas pessoas interessadas em visitar o imóvel. Quando Annie está prestes a ir embora, uma van estaciona diante da casa e um homem sorridente vem em sua direção. A corretora tem certeza de que será seu dia de sorte. Mas o inferno está apenas começando.
Sequestrada por um psicopata, Annie fica presa durante um ano inteiro em um chalé nas montanhas, onde vive um pesadelo que deixará marcas profundas.
Construído de maneira extremamente original, Identidade roubada é o relato visceral que Annie faz à sua terapeuta dos 365 dias em que ficou à mercê do homem a quem chamava de Maníaco.
As memórias que vêm à luz ao longo de 26 sessões de análise são intercalados com a história de sua vida desde que conseguiu escapar do chalé: a luta para superar seus medos e se reencontrar, a investigação policial para descobrir a identidade do sequestrador e a sensação perturbadora de que seu martírio ainda não acabou.
Em sua estreia, Chevy Stevens cria uma heroina inesquecível que, depois de sobreviver a uma experiência devastadora, precisa descobrir a verdade para se libertar.
Surpreendente e avassalador desde a primeira página, este thriller psicológico entrou na lista de mais vendidos do The New York Times e foi finalista dosa conceituados prêmios Arthur Ellis e International Thriller of the Year.


Opinião

Annie O’Sullivan é uma corretora de imóveis de 32 anos que mora em Clayton Falls, no Canadá. Ela possui uma bela casa, uma cachorra golden chamada Emma, um namorado chamado Luke e o padrasto Wayne. O relacionamento com Luke anda um pouco frio, e o com a mãe nunca foi muito bacana.

Em um domingo, ao final de um plantão, um homem bonito e sorridente se aproxima, aparentemente interessado pelo imóvel. Porém, dominando-a com uma arma, acaba por sequestrá-la, após todo um teatro de simpatia. Drogada, ela é levada para um chalé nas montanhas e fica durante um ano inteiro trancada lá dentro, com raríssimas saídas ao ar livre.

Sabemos que ela vive, pois senão os relatos para a terapeuta não existiriam. Inclusive, o livro parece um monólogo em que os leitores fazem as vezes da terapeuta, sem contudo ser monótono, longe disso. Annie obviamente já não é a mesma. Tendo sofrido abuso sexual, físico e psicológico, ela já nem se sente a mesma Annie de antes. Até suas roupas são propositalmente largas de modo a esconder suas formas, já nem tão voluptuosas. 

Cheia de traumas, sem querer tanto contato com familiares, amigos e até com o ex-namorado, sem emprego e reconhecida em qualquer lugar ao qual vá, ela não se sente mais segura. Obrigada a lidar com a polícia para descobrir a identidade do Maníaco, surge uma ligação com Gary, o responsável por seu caso.

Tem uma pequena pista que eu pesquei na hora, mas só fui conseguir fazer a ligação bem lá pra frente na narrativa. Achei um ótimo plot twist, uma história bem construída em 1ª pessoa, com uma narrativa envolvente. A personagem vai soltando informações paulatinamente, o que só nos faz virar uma página após a outra, incessantemente. E um detalhe é que, apesar de tudo o que viveu, Annie ainda assim consegue manter certo sarcasmo e bom humor.

Não achei uma leitura pesada, então recomendaria tanto para quem já gosta do gênero como para quem quer iniciar nele. É o melhor thriller que já li até hoje!

  
Frases Marcantes

“Que se danem ele e o processo. Não passei de duas sessões. Fiquei a maior parte do tempo me perguntando se devia acabar com a vida dele ou com a minha.”

“A gente só começou a cavar minha sujeira. Espero que você tenha uma pá bem grande.”

“Mas, quando ele acabou de falar sobre todos os aspectos negativos da festa, eu já estava disposta a ajudar o Grinch a roubar o Natal. Na realidade, foi isso que aquele babaca fez. Ele me roubou o Natal. Junto com um monte de outras coisas, claro. Você sabe... coisas como amor próprio, autoestima, alegria, segurança, a capacidade de dormir numa cama... mas, tudo bem... quem vai ficar se queixando?”

“Existe por aí um monte de livros dizendo que a gente cria o próprio destino, e que aquilo em que acreditamos irá se realizar. Nós devemos sair por aí só com pensamentos positivos na cabeça, e então tudo será sombra e água fresca. Não... desculpe... não é nada disso. A gente pode estar se sentindo mais feliz do que nunca e mesmo assim pode acontecer uma grande merda.
Mas a merda não apenas acontece. Ela derruba e esmaga você no chão, porque somos idiotas o bastante para acreditar em sombra e água fresca.”

“Tenho certeza de que tem gente que fica tão esmagada, quebrada, que nunca deixará de ser um fragmento humano.”

“Minha dor é um furacão. Às vezes, consigo ficar de pé bem no olho dele, e, quando estou zangada, chego a desafiá-lo a me arrastar.”

“Não creio que minha mãe tivesse a intenção de maltratar minha cadela, e, se eu a acusasse de crueldade, ela ficaria chocada. Minha mãe nunca levantou a mão para Emma, ao menos não que eu saiba, e duvido que fizesse isso. Mas não deu amor à cadela durante um ano e, na minha opinião, isso é tão prejudicial quanto bater. Minha mãe jamais aceitaria a ideia de que a falta de afeto é também abuso.”

“Estive pensando, doutora... toda vez que digo algo negativo sobre minha mãe, logo em seguida tenho vontade de listar todas as qualidades dela... é como se eu estivesse batendo na madeira.”


Capa e Diagramação




A editora optou por manter o livro com a capa original, que eu amei. Tem um efeito especial envernizado, como se fosse vidro quebrado. Possui orelhas.
Os capítulos são separados, contando da primeira até a vigésima sexta sessão de terapia da personagem e sempre se iniciam numa nova página, que são amareladas e resistentes. A fonte da letra é pequena, o espaçamento entre linhas é bom e a numeração das páginas está no canto superior externo
Encontrei 9 erros de revisão/digitação que não atrapalham a leitura.


Leia um Trecho



Book Trailer



Nota



Autora

Chevy Stevens nasceu e foi criada em uma fazenda em Vancouver Island, no Canadá, lugar até hoje muito presente em sua vida. Quando não está diante do computador, faz caminhadas com o marido e o cachorro pelas montanhas próximas à sua casa. Vendido para mais de 20 países, Identidade roubada tornou-se best-seller na Alemanha e nos Estados Unidos.



Onde Comprar

O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


Postado por



Um comentário :

  1. Identidade Roubada é uma resenha que faz vc ter e querer ler o livro mesmo.

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