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quinta-feira, 16 de março de 2017

RESENHA #131: ACONTECEU NAQUELE VERÃO: DOZE HISTÓRIAS DE AMOR

Ficha Técnica

Título Nacional: Aconteceu Naquele Verão: Doze Histórias de Amor (Skoob)  
Título Original: Summer Days and Summer Nights: Twelve Love Stories (Goodreads)
Autores: Vários
Editora: Intrínseca
Ano: 2016
ISBN: 9788551001158
Páginas: 384
Formato: 23,0 X 16,0 X 1,9 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Contos, Ficção, Young Adult, Romance



Sinopse

Doze histórias apaixonantes de doze grandes escritores, entre eles Cassandra Clare, Veronica Roth e Stephanie Perkins.
Bem-vindos à estação mais ensolarada e apaixonante de todas! No verão, somos todos iguais, diz um dos personagens do conto “Mil maneiras de tudo isso dar errado”. No Brasil, nos Estados Unidos ou em qualquer lugar do globo, uma coisa é certa: no verão, nossos corações ficam mais leves, mais corajosos, impetuosos e confiantes — talvez por isso esta seja a estação perfeita para se apaixonar... e Aconteceu naquele verão é o livro ideal para quem adora histórias de amor.
Mas essa coletânea tem algo ainda mais especial. Algumas histórias têm uma pitada de estranheza, de mistério, um toque sobrenatural. Em “Cabeça, escamas, língua, cauda”, a lagoa de uma cidadezinha é morada de um monstro marinho que só uma menina vê. No intrigante “Inércia”, dois grandes amigos há muito afastados vão se encontrar num quarto de hospital para uma última visita. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz.
A lição é simples: o amor não escolhe lugar nem hora para surgir. Coloque seus óculos escuros e abra sua cadeira de praia, porque neste verão você terá doze motivos para suspirar e se apaixonar.


Opinião

Esta é a segunda coletânea organizada por Stephanie Perkins – a primeira foi “O Presente do Meu Grande Amor”, a qual não li. Posso adiantar que este livro me ajudou a conhecer novos autores de forma mais rápida, através de contos curtos e muito interessantes, cada qual com suas características. E a admirar ainda mais autores que já conhecia, é claro. 

Muitos assuntos “polêmicos” são abordados, como a morte, a opção sexual, a relação familiar, Asperger, dentre outros. Os textos trazem boas reflexões e, ao mesmo tempo, conseguem ser uma boa opção de entretenimento, puro e simples.

Dos doze, se tivesse que escolher meus favoritos, eles seriam: “Cabeça, Escamas, Língua, Cauda” – Leigh Bardugo; “O Último Suspiro do Cinemorte” – Libba Bray; “Em Noventa Minutos, vá em Direção a North” – Stephanie Perkins; “Inércia” – Veronica Roth; “Nova Atração” – Cassandra Clare; “Mil Maneiras de Tudo isso dar Errado” – Jennifer E. Smith. Os demais também são bons, porém estes foram os que mais conseguiram prender minha atenção e que considerei mais originais e marcantes.

Recomendo a leitura, sem sombra de dúvidas! Em especial para quem queira sair de alguma ressaca literária.


Frases Marcantes

“Tudo parecia acelerar, e todo mundo estava ganhando impulso, pronto para disparar para o futuro em trajetórias cuidadosamente planejadas, enquanto Gracie ainda se esforçava para se levantar.” (Cabeça, Escamas, Língua, Cauda – Leigh Bardugo)

“Algumas pessoas usam o coração. Outras o carregam.” (Cabeça, Escamas, Língua, Cauda – Leigh Bardugo)

“Como Jessica sempre diz, os sentimentos podem ser bem complicados. Podem ser contraditórios. Não precisam fazer sentido.” (O Fim do Amor – Nina LaCour)

“ — Mas eu achava que era para o amor ser eterno – falo.
Travis suspira.
— Essa é só mais uma das mentiras que contam quando somos crianças.” (O Fim do Amor – Nina LaCour)

“Por mais que as pessoas queiram ver o lado bom, pular direto para o futuro, quando tudo estará bem, a verdade é que sempre tem esses momentos em que às vezes fica difícil de respirar e vem uma sensação de impotência. Como se você estivesse gritando, mas ninguém pudesse ouvir. E o mito do futuro feliz não é uma coisa palpável com que você possa contar, e a única coisa que faz sentido é fugir.” (O Fim do Amor – Nina LaCour)

“ — Sabe, o verdadeiro horror tem fundamento em todas as coisas profundamente humanas: pesar, medo, dúvida, ansiedade. Desejo.” (O Último Suspiro do Cinemorte – Libba Bray)

“L e eu formamos uma dupla para um projeto de ciências, que era a matéria favorita dela, apesar de L ter a opinião firme de que nunca se deve fazer experiências com animais. Ela amava animais mais do que tudo, talvez até mais do que amava pessoas.” (Prazer Doentio – Francesca Lia Block)

“A música é uma coisa muito poderosa e misteriosa, porque pode trazer à tona emoções enterradas e escondidas lá no fundo. Dançar é uma maneira de entrar em contato com essas emoções e liberá-las, para que não fiquem presas na garganta, no estômago ou no peito.” (Prazer Doentio – Francesca Lia Block)

“Mas, por mais que nos marquem, as cicatrizes também nos fazem mais fortes. Quem tem cicatrizes o bastante, arranja uma camada extra de pele. E de graça.” (Lembranças – Tom Federle)

“Fui embora assim que ela me liberou, deixando para trás meu casaco inútil, como Cinderela com seu sapatinho de cristal. E pensei que talvez ela não o tivesse abandonado para que o príncipe pudesse encontrá-la, mas porque estava com tanta pressa de escapar da dor de jamais conseguir o que queria que nem ligou para o que perderia no caminho.” (Inércia – Veronica Roth)

“ — O heroísmo é supervalorizado, e a coragem sempre vem acompanhada da estupidez – retrucou Lena. — Além do mais, não vai adiantar se ele acabar inconsciente, nocauteado por uma garrafa de vinho.
— Sempre achei que o Sauvignon Blanc de 1998 era um vinho leve – comentou Isabella.
— Infelizmente, a garrafa machuca do mesmo jeito, não importa a uva e o ano da safra.” (Amor é o Último Recurso – Jon Skovron)

“Acho que se apaixonar deve ser um pouco assim. Você descobre aquela pessoa que entende o que ninguém mais pare entender: que o mundo é uma droga e não pode ser consertado. Você pode parar de fingir, pelo menos por um tempinho. Vocês dois podem admitir a verdade, ainda que só um para o outro.”(O Mapa das Pequenas Coisas Perfeitas – Lev Grossman)


Capa e Diagramação


A capa é bastante chamativa, combinando bastante com o clima do verão. Possui alguns detalhes envernizados: lago, título e pássaros na contracapa. Os contos sempre se iniciam em uma nova página, que são levemente amareladas. A diagramação está bem-feita, mas é simples. Possui orelhas.
A letra possui um tamanho pequeno, o espaçamento entre linhas é bom e a numeração das páginas fica na parte central superior. Há alguns erros de revisão/digitação, mas que não prejudicam a leitura.


Leia um Trecho



Nota



Autores

Leigh Bardugo nasceu em Los Angeles, Estados Unidos, e se formou na Universidade de Yale. Mora em Hollywood, onde às vezes é vista cantando com sua banda. No conto “Cabeça, escamas, língua, cauda”, uma adolescente acredita ter visto um monstro no lago da cidade. Para resolver o mistério, ela conta com a ajuda de um garoto misterioso e apaixonante. Site da autora: leighbardugo.com

Francesca Lia Block mora na Califórnia e tem mais de vinte livros publicados. Em “Prazer doentio”, I e A se conhecem em uma festa e se apaixonam. Pressionada pelas amigas, I dispensa A, e os dois nunca mais se veem. Até I escrever esse conto. Site da autora: francescaliablock.com

Libba Bray é uma fã de histórias de terror cuja vida amorosa durante o ensino médio não foi lá muito agitada (Cadê o amor, garotos de Denton, Texas?). No conto “O último suspiro do Cinemorte”, Kevin e Dani vivem uma história regada a cinema, zumbis e muito romance. Site da autora: libbabray.com

Brandy Colbert gosta de livros que a façam chorar, gritar e ficar obcecada. Em “Boa sorte e adeus”, Rashida tem que lidar com a partida de Audrey, sua melhor amiga, que vai se mudar para outra cidade. Ela só não contava que na festa de despedida encontraria uma nova companhia, que, como ela, adora pizza e tem um passado doloroso. Site da autora: brandycolbert.com

Cassandra Clare passou a infância viajando pelo mundo com a família e várias pilhas de livros. Em “Nova atração”, Lulu é uma garota que cresceu em um parque de diversões. Depois que o pai vai embora, ela tem que lidar com o pai enigmático, demônios, poções do amor e uma nova companhia terrivelmente charmosa. Site da autora: cassandraclare.com

Tim Federle saiu de Pittsburgh ainda adolescente para dançar na Broadway. Em “Lembranças”, o verão chega ao fim, bem como o relacionamento de Keith e Matthew. Mas será que precisa ser desse jeito? Site do autor: timfederle.com

Nina LaCour ama escrever, ama falar sobre livros e ama ler tanto autores consagrados quanto iniciantes. Mora na Califórnia com a esposa e a filha. Em “O fim do amor”, Flora, abalada pelo divórcio dos pais, se inscreve em um curso de verão para se distrair e lá reencontra Mimi, sua primeira paixão. Site da autora: ninalacour.com

Stephanie Perkins é autora de Isla e o final feliz, publicado pela Intrínseca. Mora com o marido em uma casa centenária, com cômodos pintados nas cores do arco-íris. “Em noventa minutos, vá em direção a North” conta os próximos capítulos da história de North e Marigold, que teve início na coletânea O presente do meu grande amor, também organizada por Perkins. Site da autora: stephanieperkins.com

Veronica Roth ama chuva, livros, animais fofos, chá e lugares frios, entre muitas outras coisas. Em “Inércia”, um acidente põe frente a frente dois melhores amigos que não se falavam havia meses. É hora de eles colocarem na mesa tudo que nunca foi dito, antes que seja tarde demais. Sinte da autora: veronicarothbooks.com

Jon Skovron trabalhava como ator, mas percebeu que seu verdadeiro talento eram os livros. Desde então se dedica a escrever romances juvenis e adultos. Em “Amor é o último recurso”, Lena e Zake não acreditam no amor, não mesmo. Mas quem disse que o amor liga para isso? Site do autor: jonskovron

Jennifer E. Smith acha que todo livro, seja romântico ou não, fala de amor. Em “Mil maneiras de tudo isso dar errado”, Annie e Griffin vão fazer o impossível para ficar juntos, embora essa decisão envolva cálculos matemáticos, crianças bagunceiras e calças cáqui. Site da autora: jennifersmith.com   

Lev Grossman é um romancista e crítico literário norte-americano. Formou-se nas universidades de Harvard e Yale e tem escrito diversos artigos para diversos periódicos: New York Times, Salon.com, Wired, Lingua Franca, Entertainment Weekly, Time Out New York, The Wall Street Journal e The Village Voice. No belo “O mapa das pequenas coisas perfeitas” é sempre dia 4 de agosto. Presos num loop temporal, dois jovens vão comprovar do que a força do amor é capaz.


Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autores do livro.


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