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quarta-feira, 29 de março de 2017

RESENHA #134: 77 PÁGINAS PARA MORRER, DE MARCELO ALMEIDA

Ficha Técnica

Título Nacional: 77 Páginas para Morrer (Skoob
Autor: Marcelo Almeida
Editora: nVersos
Ano: 2015
ISBN: 9788584440511
Páginas: 128
Formato: 21,0 X 13,8 X 0,7 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Ficção, Policial






Sinopse

A Ratoeira, o mais novo escritório de investigação particular da cidade, tem um novo e intrigante caso: o assassinato de duas pessoas que, aparentemente, estão ligadas a uma frase reveladora de um livro conhecido por muitos, lido por poucos. O caso levará um detetive nada sagaz, formado por cursos a distância, e uma cartomante enrolada, ávida por dinheiro, a recorrerem à única pessoa que pode – e deve – ajudá-los a desvendar o mistério por trás dos assassinatos: você, caro Leitor, que, munido de sua inteligência, bagagem literária, um celular ou computador, pode descobrir toda a verdade antes da 77ª página... Senão...


Opinião

JK é um detetive pra lá de suspeito – pelo menos no que tange à sua competência para tal cargo – e Madame Tussaud é uma cartomante interesseira. Graças ao pedido de um moribundo chamado Antônio a respeito de um misterioso dedo num frasco, os dois decidem abrir A Ratoeira, uma agência de investigação particular.

Eles acabam se envolvendo num outro caso, cuja morte de Helena atropelada parece ter sido mera fatalidade... Mas as investigações vão enveredar por outros caminhos, e todos os envolvidos são suspeitos em potencial, e podem estar querendo matar o detetive e seu ajudante.

A história se passa em São Paulo e Rio de Janeiro, e é narrada como se fosse uma conversa direta com o leitor, caracterizando uma narrativa em 2ª pessoa, na qual quem lê assume um papel passivo daquele personagem. No caso deste livro, o leitor é auxiliar de JK na investigação. Além disso, ao longo do livro há alguns Códigos QR, que podem ser lidos pelo celular através de um aplicativo e produzem certa interação do leitor com a história. Nada TÃO extraordinário, mas de qualquer modo, um recurso interessante.

No entanto, certas coisas fizeram com que eu não gostasse tanto assim da leitura e, apesar do pouco número de páginas, demorasse mais do que o esperado para concluí-la. O sotaque de Madame Tussaud foi, de longe, o que mais me irritou. Imaginei, talvez erroneamente, que o personagem Leitor teria alguma utilidade, mas me enganei muito! Ele poderia facilmente ser substituído por uma porta...

Enfim, foi uma boa leitura, mas com certeza ficou bem longe de minhas expectativas, mesmo no quesito policial, que é meio rocambolesco.

 
Frases Marcantes

“Decidi que não teria filhos. Depois de velho eles poderiam querer me colocar em um lugar como aquele. Decidi também que não envelheceria. Ao primeiro sinal de artrite ou artrose daria um tiro na cabeça e evitaria tanto martírio.”

“Ela costuma dizer que pedir todo mundo pode. Conseguir é outra história.”

“Os desígnios de Deus são perfeitos. Nossa mente egoísta é que não consegue entendê-los.”

“Fiz isso porque todo mundo faz. Todo mundo promete o que não pode fazer porque simplesmente não sabe como fazer. E quando alguma coisa sai errado, só resta pedir desculpas.”

“Deixamos de ouvir as pessoas que poderiam nos dizer muito para ouvirmos as pessoas que não queriam dizer nada.”

“ — É incrível como não conseguimos enxergar o que está bem debaixo dos nossos olhos, não é mesmo?”


Capa e Diagramação


A capa é toda fosca, com o título em detalhes envernizados. Possui orelhas.
O livro possui uma narrativa praticamente contínua, com capítulos um atrás do outro, na mesma página. As páginas são brancas e resistentes. A fonte da letra é pequena e o espaçamento entre linhas é razoável; a numeração das páginas está na metade das páginas, em seus cantos externos. A diagramação é bem-feita.
Encontrei alguns erros de revisão/digitação que, em certos trechos, podem atrapalhar um pouco a leitura.



Book Trailer



Nota



Autor

Marcelo Almeida do Nascimento cresceu lendo. Proibido de brincar na infância por problemas de saúde, acabou gastando suas mesadas em gibis e livros usados da Agatha Christie, cuja influência o fez adorar o gênero policial. Graduou-se em Letras pela Universidade de São Paulo e decidiu, então, criar os seus próprios mistérios. Entre contos, peças de teatro e jogos de tabuleiro, já escreveu Os ladrões do Brás e Clube das carências afetivas. Twitter: @mdtuss


Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


Postado por


Um comentário :

  1. Essa resenha me lembrou muito os livros de aghata cristie... Até agora so li um livro policial... com mortes e tal... acho que esse seria uma boa escolha!!

    http://infinitoparticulardoslivros.blogspot.com/

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