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terça-feira, 4 de abril de 2017

RESENHA #135: GAROTA, INTERROMPIDA, DE SUSANNA KAYSEN

Ficha Técnica

Título Nacional: Garota, Interrompida (Skoob
Título Original: Girl, Interrupted (Goodreads
Autora: Susanna Kaysen
Editora: Única
Ano: 2013
ISBN: 9788573128628
Páginas: 189
Formato: 20,7 X 13,8 X 1,2 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Autobiografia, Drama





Sinopse

NÃO SABER O QUE QUER SER NÃO É UMA OPÇÃO.
Quando a realidade torna-se brutal demais para uma garota de 18 anos, ela é hospitalizada. O ano é 1967 e a realidade é brutal para muitas pessoas. Mesmo assim poucas são consideradas loucas e trancadas por se recusarem a seguir padrões e encarar a realidade. Susanna Kaysen era uma delas. Sua lucidez e percepção do mundo à sua volta era algo que seus pais, amigos e professores não entendiam. E sua vida transformou-se ao colocar os pés pela primeira vez no hospital psiquiátrico McLean, onde, nos dois anos seguintes, Susanna precisou encontrar um novo foco, uma nova interpretação de mundo, um contato com ela mesma. Corpo e mente, em processo de busca, trancada com outras garotas de sua idade. Garotas marcadas pela sociedade, excluídas, consideradas insanas, doentes e descartadas logo no início da vida adulta. Polly, Georgina, Daisy e Lisa. Estão todas ali. O que é a sanidade? Garotas interrompidas.
Um relato pessoal, intenso e brutal que nos faz refletir sobre nosso papel na sociedade. Garota, interrompida é uma leitura obrigatória, que inspirou o filme homônimo sucesso de bilheteria que concedeu a Angelina Jolie seu papel mais importante e o Oscar de melhor atriz coadjuvante.


Opinião

“Garota, Interrompida” é um relato dos tempos em que a autora Susanna Kaysen passou no hospício. Em uma narrativa em 1ª pessoa, ela volta ao passado e relembra, de forma não-linear, de seus pais, do namorado Johnny, de ter tomado 50 aspirinas numa tentativa falha de suicídio e do médico que a “induziu” a assumir sua “loucura”.

Mais presente ainda, são suas lembranças sobre sua rotina no hospício, as rondas de 5 em 5 minutos; as companheiras Polly, Georgina, Daisy e Lisa, cada qual com suas manias e loucuras, cada qual querendo ser mais do que a outra, dentro de suas loucuras.

Muito bem escrito, este livro nos leva a questionar sobre qual o limite entre uma loucura aceitável, se é que é possível classificar assim, e uma loucura que precisa de isolamento. E, mais ainda, quando perceber o momento certo da cura. Quando é só uma fase de adolescente rebelde e quando é loucura? A identificação e classificação das doenças é um processo muito complexo.

Aliás, os pais da autora não aparecem, só são mencionados, pois custeiam a estadia de Susanna no hospital, o que indica que ela é de uma classe social mais abastada. Em determinado momento, é mencionado que, neste hospício, quem não pode pagar não é aceito. Mas a loucura escolhe classe social?

Em última instância, é uma leitura que abre a mente para a realidade dessa parcela da sociedade que é tão jogada para escanteio e, muitas vezes, só precisa de algum medicamento e um pouco de atenção para viverem uma vida próxima do considerado normal. Afinal de contas, o que é normalidade mesmo?! Cada um sempre terá seus parâmetros, então eu não tenho dúvidas de que, para muitos, eu devo ser bem louca, rs.
  

Frases Marcantes

“Às vezes, o mundo do qual viemos nos parece vasto e ameaçador, trêmulo e instável como uma imensa gelatina; outras vezes, é uma miniatura fascinante, girando, reluzente, em sua órbita. De uma maneira ou de outra, não há como descartá-lo.”

“Seu sorriso tinha uma ponta de superioridade: nós não teríamos tido aquela coragem de nos queimar por dentro; e isso ela também compreendia. Cada pessoa é uma pessoa. Cada um faz o que é possível fazer.”

“O suicídio é uma forma de assassinato – assassinato premeditado. Não é algo que se faz da primeira vez que se pensa em fazer. A gente precisa se acostumar com a ideia. E precisa dos meios, da oportunidade, do motivo. Um suicídio bem-sucedido exige boa organização e cabeça fria, coisas geralmente incompatíveis com o estado de espírito de quem quer se suicidar.”

“Na verdade, eu só queria matar uma parte de mim: a parte que queria se matar, que me arrastava para o dilema do suicídio e transformava cada janela, cada utensílio de cozinha e cada estação de metrô no ensaio de uma tragédia.”

“Para muitas de nós, o hospital era tanto um refúgio quanto uma prisão. Embora estivéssemos afastadas do mundo e de todas as confusões que adorávamos aprontar nele, também estávamos afastadas das cobranças e das expectativas que nos haviam enlouquecido. O que podiam cobrar de nós, enfiadas no hospício?”


Capa e Diagramação


A capa tem vários detalhes envernizados, o que ficou muito bonito. Possui orelhas.
Os capítulos sempre se iniciam numa nova página, que são levemente amareladas e resistentes, às vezes contendo fichas da estadia da paciente na clínica psiquiátrica. A fonte da letra e o espaçamento entre linhas são bons e a numeração das páginas está na parte superior externa, sendo que as páginas que iniciam capítulos não são numeradas. A diagramação é simples.
Não encontrei nenhum erro de revisão/digitação, ótimo trabalho.


Leia um Trecho



Nota



Autora

Susanna Kaysen passou 2 anos em um hospital psiquiátrico e foi através de suas experiências que nasceu o livro Garota, interrompida. Ela também é autora das obras Asa, As I Knew Him e Far Field. Ela vive em Cambridge, Massachusetts.




Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autora do livro.


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