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quinta-feira, 27 de abril de 2017

RESENHA #143: A BELA E A FERA, DE MADAME DE VILLENEUVE E MADAME DE BEAUMONT

Ficha Técnica

Título Nacional: A Bela e A Fera (Skoob
Título Original: La Belle et la Bête
Autoras: Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve (Madame de Villeneuve) e Jeanne-Marie Leprince de Beaumont (Madame de Beaumont)
Editora: Zahar
Ano: 2016
ISBN: 9788537816042
Páginas: 240
Formato: 17,8 X 12,6 X 1,7 cm
Acabamento: Capa Dura
Gênero: Romance, Fantasia




Sinopse

Um clássico. Duas versões.
A Bela e a Fera é um dos contos de fadas mais famosos de todos os tempos. Seu enredo, porém, vai muito além da jovem obrigada a se casar com uma horrenda Fera que no final se revela um lindo príncipe. Aqui você encontra reunidas duas variantes desse clássico – dois textos saborosos e imperdíveis!
Publicada por Madame de Beaumont em 1756, a versão clássica vem embalando gerações e inspirou filmes, peças, composições e adaptações que conhecemos. Já a versão original, escrita por Madame de Villeneuve em 1740, é de uma riqueza espantosa, que inclui disputas entre fadas e as vidas pregressas da Fera e da Bela, e ainda dá voz ao monstro para que ele mesmo narre sua história.
Toda em cores, com ilustrações de Walter Crane e outros, esta edição conta com uma caprichada tradução e uma apresentação instigante, que revela a história real por trás do conto de fadas.


Opinião

“A Bela e A Fera” é um dos meus contos de fadas favorito. Porém, sempre tive como base a versão em desenho da Disney, de 1991. Com todo esse furor da estreia da live-action com Emma Watson, percebi que eu precisava conhecer a história escrita. Foi quando me deparei com este livro.

Logo na apresentação Rodrigo Lacerda surpreende, informando que este conto pode ter sido inspirado em uma história real de um homem com hipertricose (doença caracterizada pelo crescimento anormal de pelos no rosto e corpo), chamado Pedro González, nascido no arquipélago das Canárias em 1537, era tratado como se fosse um animal e uma mulher foi obrigada pela rainha Catarina de Médici a se casar com ele. Deu também um panorama da época e da vida das autoras envolvidas, mulheres bem avançadas para aqueles tempos.

O livro traz não somente a versão clássica, escrita em 1756 por Madame de Beaumont, que é mais enxuta e na qual a maioria dos filmes e peças teatrais se inspiram até hoje, obviamente com diferenças. Nele podemos apreciar a versão original de 1740 pela autora Madame de Villeneuve, que envolve fadas e mostra as vidas de Bela e Fera mais profundamente.

Além disto, este romance possui ilustrações riquíssimas, dando várias faces para a famosa Fera. E, pasmem! Em nenhuma das versões há objetos animados, como xícaras, candelabros, relógios, nem existe o Gastão e outros personagens como LeFou... Creio que foram acréscimos da Disney. Mas há sim animais e menção a escravos, prática comum na época.

Foi uma leitura prazerosa e trouxe novos panoramas deste clássico. Recomendo!
  

Frases Marcantes

“ — Há muitos homens mais monstros que o senhor – disse Bela –, e prefiro o senhor com sua feiura àqueles que, sob a pele humana, escondem um coração falso, corrompido e ingrato.”

“Não é nem a beleza nem a inteligência do marido que faz a mulher feliz, são a bondade do caráter e a virtude, e a Fera possui todas essas boas qualidades.”

“ — Obedeça ao que dita a gratidão – ele respondeu. — Não consulte seus olhos e, sobretudo, não me abandone, libertando-me do terrível martírio que padeço.”

“Uma vida prazerosa assim deveria saciar-lhe todos os anseios. Mas tudo cansa, a maior felicidade se torna insípida quando é ininterrupta, quando deriva sempre da mesma fonte e nos vemos imunes ao medo e à esperança.”

“Em determinado momento, Bela se censurava por não retribuir a afeição de alguém que, sob um aspecto monstruoso, revelava possuir uma alma delicada. Em outro, lastimava-se por entregar o coração a uma imagem ilusória que só tinha existência em seus sonhos. Oscilava entre uma quimera e o amor real de uma Fera.”
  

Capa e Diagramação


É um livro de bolso (pocket), com capa dura. A grafia do título remete à Bela delicada e à Fera mais robusta. Não possui orelhas.
O livro contém uma apresentação longa e não é dividido por capítulos. As páginas são resistentes e levemente amareladas. A fonte da letra é pequena, o espaçamento entre linhas é bom e a numeração das páginas está na parte inferior central. As ilustrações complementam a história de maneira sutil e interessante. A diagramação está impecável, muito linda!
Não encontrei nenhum erro de revisão/digitação, ótimo trabalho da editora!


Leia um Trecho



Nota



Autoras

Madame de Beaumont
Jeanne-Marie Leprince de Beaumont nasceu em 1711, em Rouen, filha de um pintor e escultor, cresceu numa família de classe média. Publicou a versão clássica de A Bela e A Fera e outras histórias em um manual pedagógico chamado Le Magasin des Enfants, em 1756. Teve entre seus amigos o filósofo Voltaire e Daniel Defoe, autor de Robinson Crusoé. Morreu em 1780.





Madame de Villeneuve
Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve nasceu em Paris, no ano de 1685. Autora da versão original de A Bela e A Fera, publicada em 1740. Foi esposa de Crébillon, o mais famoso dramaturgo da época, até sua morte, em 1755.







Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autoras do livro.


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