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quarta-feira, 17 de maio de 2017

RESENHA #146: WOLF IN WHITE VAN, DE JOHN DARNIELLE

Ficha Técnica

Título Nacional: Wolf in White Van (Skoob
Título Original: Wolf in White Van (Goodreads
Autor: John Darnielle
Editora: Record – Grupo Editorial Record
Ano: 2016
ISBN: 9788501104663
Páginas: 224
Formato: 20,8 X 13,5 X 1,8 cm
Acabamento: Brochura
Gênero: Fantasia, Ficção





Sinopse

Bem-vindo a Forte Itália, um jogo de estratégia e sobrevivência. A primeira rodada já vai começar.
Depois de sofrer uma lesão que desfigurou seu rosto, Sean Phillips passa a criar jogos em que desconhecidos podem viver aventuras maravilhosas e trágicas. Sua primeira criação é Forte Itália, um RPG no qual ele envia uma cena por correio, e o jogador responde com uma ação. Bem simples.
Mas o próprio Forte Itália, o objetivo final do jogo, com suas paredes labirínticas e sua promessa de estabilidade e segurança em meio a um Estados Unidos pós-apocalíptico, é inalcançável. Há apenas duas possibilidades: ou você segue em frente ou morre. Assim como seu criador.


Opinião

Sean Phillips criou o jogo de RPG chamado Forte Itália, cujo pano de fundo é os Estados Unidos pós-apocalíptico. Sua principal inspiração foi Conan, o Bárbaro. Os jogadores pagam assinaturas e recebem cenas pelo correio, e o jogo continua com a interação entre jogador e criador. Mas o intuito de Sean nunca foi o de deixar qualquer jogador chegar ao final do jogo, alcançando a segurança do Forte Itália.

A criação do jogo não foi apenas um modo que ele encontrou de se sustentar e de manter seu seguro social, mas também representou uma válvula da escape, da qual ele não queria se livrar ou finalizar e em que ele se sentia alguém “normal”, inserido em um contexto bastante pessoal e do qual ele gostava.

Narrado em 1ª pessoa, encontramos um Sean adulto, cujo rosto foi desfigurado, ainda na adolescência, em um “acidente” (quem for ler, saberá o porquê da palavra acidente estar entre aspas). Ele retorna ao passado e mostra como chegou a esse ponto, de uma maneira bastante introspectiva e, a meu ver, sem grandes pretensões ou objetivos bem definidos.

Além desse tumulto em sua vida, há jogadores que acabam desistindo do jogo, como Chris Haynes, mas há aqueles que levam o jogo muito a sério e tentam imitá-lo na vida real, como Lance e sua namorada, Carrie. E é aí que a existência de Sean ficará ainda mais complicada, já que ele mesmo não soube trabalhar a dicotomia entre real e imaginário, entre todas as possibilidades que o futuro lhe apresentava, quando jovem. Ele deverá lidar não só com a Justiça, mas com sua própria culpa e remorso.

Finalizando, para mim a leitura foi meio maçante, apesar de não ser mal escrito, e só prossegui para ver se havia alguma explicação clara, porém só fiquei na vontade mesmo. Não recomendo a leitura.
 

Frases Marcantes

“As pessoas têm ideias e teorias sobre como lidar com ferimentos catastróficos, mas elas quase sempre são baseadas em questões práticas. Elas estão certas em pensar que os aspectos práticos – como você vai viver? o que vai fazer? – são importantes, mas não são o principal. O principal é o que acontece com a sua percepção, como você muda depois de ter visto certas coisas.”

“Foi a minha primeira ideia; dizem que as primeiras ideias são as melhores. Acho perigoso pensar assim o tempo todo.”

“ — Eu sou um pouco idiota, mas estou bem. O problema é que Lance é jovem e idiota. São duas bolas fora.”

“Pessoas que tentam ajudá-lo quando já se passou do ponto em que precisava de ajuda são completamente inúteis e toscas. É uma situação ruim para todos: não se ganha nada, elas se sentem piores.”

“Por razões que me parecem óbvias, não acredito em finais felizes – ou em qualquer tipo de final –, mas sou suscetível a momentos de fantasias indulgentes como qualquer pessoa.”


Capa e Diagramação


A capa é toda fosca, exceto pelo título, que possui efeito brilhante. Apesar de branco não ser uma cor que eu goste, eu achei esta capa muito interessante, tanto pelo contraste como pelo belo labirinto. Possui orelhas.
Os capítulos sempre se iniciam numa nova página, que são levemente amareladas e resistentes. A fonte da letra e o espaçamento entre linhas são bons; a numeração das páginas está na parte inferior central, sendo que páginas iniciando capítulos não são numeradas. A diagramação está simples, mas bem-feita.
Encontrei 9 erros de revisão/digitação que, em sua maioria, são palavras com falta de concordância em plural ou singular (falta ou excesso de S) e falta de pontuação, além de dois “porquês” empregados de forma errada, mas nada que atrapalhe na leitura.


Book Trailer



Nota



Autor

John Darnielle é escritor, compositor, guitarrista e vocalista da banda The Mountain Goats. É considerado um dos melhores compositores de sua geração. Vive em Durham, Carolina do Norte, com a esposa e o filho.





Onde Comprar



O livro faz parte de nosso acervo pessoal. A resenha realizada aponta pontos positivos e/ou negativos encontrados pelo autor do post no decorrer da leitura. A opinião do autor é pessoal e independente da editora e/ou autor do livro.


Postado por


Um comentário :

  1. Ou Amanda
    Antes de chegar na sua opinião sobre o livro já tinha desistido da Leitura pois o gênero não faz o meu tipo. Depois que vi a sua opinião só sacramentou minha decisão.
    abraços
    Gisela
    www.lerparadivertir.com

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